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Literatura & bebês: mais 25 livros para os pequenos conhecerem

25 obras da literatura infantil para ler com as crias já na primeira infância
Literatura & bebês: mais 25 livros para os pequenos conhecerem
  • Publicado em: 20.03.2018
  • Atualização: 10.07.2018

Literatura não é coisa de gente grande. Pelo contrário, vale estimular a leitura desde a primeiríssima infância, preocupando-se mais em estabelecer vínculos de afeto com os bebês do que fazê-los “entender” a história lida.

Depois do sucesso da lista “25 livros que os bebês devem conhecer antes de deixar as fraldas”, chegou a segunda parte da seleção, com mais 25 títulos para apresentar aos pequeninos desde o berço.

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A leitura, se incentivada desde a primeira infância, pode trazer muitos benefícios para as crianças.

Quando nasce um bebê, pode também nascer um leitor – é no que acredita a equipe do nosso parceiro A Taba. Eles defendem que o momento da leitura deve ser significativo para os bebês, bem como para os adultos que os cercam.

Pensando nisso, o blog lançou uma nova lista, com mais 50 títulos para os pequeninos, dos quais compartilhamos 25 por aqui. As resenhas são das próprias editoras, disponíveis no site da Amazon – basta clicar em cada dos títulos para saber como adquirir.

A lista conta com dezenas de títulos com textos e imagens que favorecem a interação entre adultos e crianças, criando vínculos de afeto fundamentais para o desenvolvimento dos seres humanos em seus primeiros anos de vida. Confira as dicas:

1. Bem lá no alto”, de Susanne Strasser 
“Neste livro, um urso avista um bolo. Ele parece muito apetitoso. Mas, puxa, está bem lá no alto. Como o urso vai conseguir pegá-lo? Um livro para crianças bem pequenas em que se mostra o quanto é bom poder contar com a ajuda dos amigos — e de acontecimentos inesperados!”
2. “Jacaré, não”, de Antonio Prata
Com uma estrutura simples, o cronista Antonio Prata provoca o riso ao descrever cenas que seriam corriqueiras, não fosse a inesperada presença de um jacaré. A experiência com seus dois filhos pequenos fez o autor refletir sobre o que faz as crianças dessa idade darem risada, descobrindo que o aparecimento de um elemento estranho em uma enumeração ordenada de objetos familiares tem esse efeito. Daí nasceu o livro, que brinca com a ideia de um jacaré surgir em meio a atividades cotidianas, como tomar banho e ir à escola. Sorrateiramente, o curioso animal aparece no universo infantil e transforma completamente a normalidade da cena anterior. A narrativa vem acompanhada de ilustrações criativas que mesclam realidade e fantasia.
3. “Um abraço passo a passo”, de Tino Freitas e Jana Glatt
Dentro do público infantil, há um grupo bastante específico, que merece uma atenção redobrada: o dos leitores em fase de alfabetização. É justamente a essa turminha especial que o novo livro do jornalista Tino Freitas e da ilustradora Jana Glatt é destinado. Em ”Um abraço passo a passo”, as crianças embarcam na aventura de um bebê que está aprendendo a andar. O texto apresenta uma linguagem simples, composta por palavras do cotidiano das crianças, como números, animais e membros da família. Ilustrações de cores vibrantes tomam conta das páginas inteiras, contribuindo para chamar a atenção da garotada. Para tanto, Jana Glatt usou aquarela, tinta acrílica e lápis de cor.
4. “Clap”, de Madalena Matoso
Quando o leitor menos esperar, o Livro clap pode: – sair voando por aí, – bater na porta de alguma casa, – começar a levantar pesos e a fazer abdominais, – se transformar em um bumbo ou em uma sanfona — nunca se sabe! Então o melhor é agarrá-lo com as duas mãos e aproveitar: abrir e fechar suas páginas, inventar sons e palavras, criar novas histórias e tudo aquilo que a imaginação mandar. Quem gostou da ideia bata palmas! Clap, clap!
5. “O animal mais feroz”, de Dipacho
Se você olhar só um pedacinho, pode não adivinhar. Mas, se tomar distância e ver o todo, vai perceber que não há animal mais feroz do que esse. Abra o livro e descubra que, quase sempre, tudo é uma questão de perspectiva.
6. “Tchim!”, de Virginie Morgand
Um espirro forte faz com que as orelhas do urso saiam voando. A raposa confunde as bolinhas azuis com jabuticabas, mas então espirra e suas orelhas saem voando também. O coelho vê e pensa que são cenouras, mas então é sua vez de espirrar e perder as orelhas! Essa epidemia de espirros que se espalha pela floresta causa uma enorme confusão de animais e frutas, com a qual os pequenos poderão aprender sobre formas e cores.
7. “Dorme, menino, dorme”, de Laura Herrera e July Macuada
Um menino está acordado na noite escura. Não consegue dormir. Para ele, trazem música e canções, cobertores quentinhos e leite morno, mas só uma coisa o levará suavemente ao mundo dos sonhos. Trabalhando um tema tão importante no imaginário infantil, do medo da perda, como uma cantiga, Herrera faz um texto rimado e ritmado que retoma uma estrutura de acumulação e repetição. Com ilustrações belas e marcantes em tons fortes e contrastes, Macuada recria um imaginário latino-americano que remete ao mundo rural e às tradições mais antigas dos grandes contadores de história.
8. “Quero colo”, de Stela Barbieri e Fernando Vilela
Como as pessoas e os animais carregam e ninam os filhos nas diversas partes do mundo? Dessa pergunta nasceu Quero colo, livro que apresenta a delicada relação entre pais e filhos com ênfase no aconchego, na proteção, no cuidado e no afeto. Povos de culturas diferentes dividem as páginas com animais diversos, demonstrando como um colinho é sempre bem-vindo, independentemente da hora, da forma ou do lugar.
9. “Não vou tomar banho hoje”, de Jean-Claude Alphen
Um urso não precisa tomar banho nem usar roupas, pode comer frango todos os dias, ver televisão quando quiser, não fazer dever de casa e hibernar seis meses por ano! Mas, todos têm medo do urso! Então será que é bacana ser um urso?
10. “Lulu adora histórias”, de Anna McQuinn e Rosalind Beardwshaw
Lulu e seu pai gostam de ir juntos à biblioteca aos sábados. Os livros que ambos escolhem pegar emprestado serão as histórias contadas antes de dormir durante toda a semana e a cada dia Lulu, uma menina cheia de imaginação, se transformará nos principais personagens dessas aventuras. Quem sabe o que Lulu será depois da próxima história? Na sequência do livro Lulu adora a biblioteca, temos de volta a nossa pequena heroína desta vez imaginando ser uma fada princesa num dia, uma grande aventureira em outro e quem sabe, viajar com seus amigos para lugares exóticos do planeta. Um livro que celebra a verdadeira diversão que há na leitura e sobre como as crianças podem aprender brincando. Lulu adora histórias mostra a relação de uma família de que dedica parte de seu tempo para compartilhar. E de uma criança que descobre que os livros e histórias podem ser a melhor coisa do mundo.
11. “Duplo duplo”, de Merena Cottin
Tudo depende do ângulo em que se olha a vida. Números, pontos e linhas adquirem um novo significado de acordo com uma pequena mudança do ponto de vista. Duplo Duplo pretende introduzir o leitor através de algumas palavras e ilustrações no mundo das formas, mostrando que podemos descobrir um novo e divertido caminho sempre que resolvemos enxergar as coisas de um jeito diferente. E que o final de uma jornada pode conter um começo ainda mais surpreendente. Carmen Elena Rodríguez Sanabria de Cottin estudou em Caracas, no Instituto de Diseño de la Fundación Neumann. Desde então, tem se dedicado, ao desenho e ilustração. Após mudar-se para Nova Iorque, inicia um curso de ilustração infantil no Pratt Institute. Já publicou mais de vinte livros, entre eles O Livro Negro das Cores, também pela Pallas Editora em co-autoria com Rosana Faría.
12. “Quantos?”, de Merena Cottin
Quando as crianças são pequenas, os pais utilizam alimentos e brinquedos para ensiná-los a contar ou recitar números. Com o tempo esquecemos como aprendemos essa lição, mas aventura de quantificar as coisas é uma das primeiras conquistas da infância. Quantos? é um livro sobre como descobrir a ligação entre os números e quantidades em situações que sejam significativas para o leitor. Para que pensem sobre quantidade sempre que sentirem necessidade e/ou interesse.
13. “Eu”, de Merena Cottin
Ao nascer a criança é parte de um todo com o mundo. Sua percepção é de que ela e todo o resto são uma coisa só. E a partir de que momento ela percebe que existe o outro? A palavra que ao mesmo tempo vai dar significado a esse novo mundo, vai levá-la a perceber-se como um ser único. A mãe, o pai, os avós a casa e tudo mais que passa a compor o seu quintal, são as personagens do livro Eu, um breve registro do início da descoberta de um novo e curioso universo.
14. “Espaguete”, de Davide Cali
Fios de espaguete se transformam em bigode, rabo de cavalo, cabelos, chuva… Em conjunto com desenhos esquemáticos e frases curtas dão forma e sentido a elementos do cotidiano infantil. Um livro divertido que brinca com o ato de alimentar-se, favorecendo a percepção e estimulando o prazer da leitura.
15. “Eu só só eu”, de Ana Saldanha e Yara Kono
Já não era mais segredo que o menino queria tudo para si, só para si mesmo. O balanço no jardim, o papagaio colorido, o triciclo azul, o livro de histórias, o colo quentinho da mamãe. Até que uma surpresa acontece e muda a vida de toda a família. Com belas ilustrações de Yara Kono, esse irresistível livro de Ana Saldanha compartilha o lirismo e a comoção sentidos pelas crianças com a chegada de um irmão.
16. “Era uma vez outra vez”, de Edith Chacon e Priscilla Ballarin
Era uma vez Edith Chacon, uma professora e escritora de livros para crianças e jovens que sempre gostou de ler, escrever e de brincar com as palavras e as rimas. Outra vez, ela conheceu Priscilla Ballarin, artista visual e educadora do Atelier Amar.é.linha e do coletivo Desejos Urbanos, que também entrou na brincadeira e, juntas, começaram a fazer muita peraltice. Desse encontro, nasceu “Era uma vez outra vez”, um livro-jogo que contém um poema ilustrado. Suas folhas são soltas e dobradas em forma de sanfona. Cada lado da folha corresponde a uma estrofe do poema. A obra oferece inúmeras possibilidades de interação com o objeto livro e a leitura do poema, entre elas, a criação de novas rimas para os mesmos bichos, e a manipulação do livro como objeto.
17. “Bichos de cá”, de Edson Penha e Xavier Bartaburu
Os bichos da fauna brasileira apresentados de uma forma inédita: música, informação e belas ilustrações mostram a beleza da nossa fauna, encantando crianças e adultos.
18. “O Lobo Trá-lá-lá”, de Michaël Escoffier e Kris di Giacomo
Um lobo como você nunca viu, ou talvez tenha visto em algum lugar do seu imaginário, como o coelho que, amedrontado, tenta desenhá-lo numa lousa com as pistas do narrador: tem orelha? tem dente? tem nariz? A cada informação, o coelhinho vai ficando com mais medo desse lobo que se forma ao longo da história. Mas será que a imaginação é igual, ou pelo menos se aproxima, da realidade? Ou pode ser completamente diferente dela? Cada um tem seu lobo imaginário e ele vai crescendo – como o medo –, conforme nos informamos e criamos expectativas sobre o mundo.
19. “Então quem é?”, de Christina Dias e Rafael Antón
Este conto de adivinhação lembra crianças brincando de adivinhas. Em primeira pessoa, o narrador se dirige ao leitor propondo adivinhas e sempre terminando com a pergunta “É o lobo?”. No decorrer da história, são os animais de estimação do narrador que aparecem: o cachorro Godofredo, o gato Jeremias, a tartaruga Ernestina e o peixe Claudionor. As ilustrações participam deste jogo de adivinhações, criando situações ora amedrontadoras, ora divertidas.
20. “Uma girafa e tanto”, de Shell Silvertein
O garoto deste livro não está satisfeito com a sua girafa. Ele deseja “uma girafa e tanto”. E, a partir daí, passa acrescentar no animal tudo que vê pela frente: um chapéu barato onde mora um rato, um sapato com uma sola que fica grudada de cola… Mas será que essa tralha toda vai deixá-lo feliz? Neste jogo acumulativo de rimas, o autor convida o leitor a refletir sobre a sociedade de consumo em que vivemos.
21. “Tô indo”, de Matthieu Maudet
Decidido, um filhote de passarinho sai do ninho e caminha por um longo galho de árvore que perpassa as páginas do livro. No trajeto, ele vai encontrando familiares e amigos para os quais anuncia: “Tô indo!”. Um a um, os personagens lhe oferecem objetos e recomendações para a jornada: lanterna, biscoitos, guarda-chuva, livro etc. Mas para onde ele estará indo é um mistério que o leitor só descobrirá no final, entre risadas e boa dose de surpresa.
22. “João e Maria”, de Rosinha Campos
João e Maria é uma história que é narrada há mais de um século e ainda fascina crianças e adultos ao redor do mundo. Neste novo livro, a autora e ilustradora Rosinha decide encarar o desafio de recontar a história desses dois irmãos usando apenas imagens. O resultado é um livro encantador e repleto de ilustrações belas e impactantes. O livro conta com uma adaptação do texto original, mas este aparece só no final. Trata-se de um convite para que pais e filhos contem essa aventura usando as suas próprias palavras, ajudando essa história a permanecer imortal.
23. “Cadê?”, de Graça Lima
De repente, uma mesa pode se tornar uma girafa. O sofá é um rinoceronte, e a geladeira? Adivinhem! Um urso polar! Explorando amplamente o lúdico imaginário infantil, Cadê? proporciona aos pequenos leitores novas descobertas sobre o mundo em que vivem, explorando as posições que podemos ocupar no espaço. Escrito e ilustrado pela premiada Graça Lima, o livro brinca com a imaginação das crianças e consegue encantar leitores de todas as idades.
24. “Quando eu nasci”, de Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso
A criança se dá conta do mundo ao seu redor: cheiros, sons, imagens, gestos, cores e figuras. Durante o processo, percebe que não poderia conhecer nada disso antes do nascimento e do desenvolvimento de sua consciência. Perfeito exercício para ensinar sobre si mesmo e o mundo.
25. “Os opostos”, de Xavier Deneux
Com belos pares de ilustrações que se encaixam, este volume traz conceitos opostos como noite e dia, cheio e vazio, grande e pequeno, leve e pesado, alto e baixo, preto e branco, entre outros. O elefante contrasta com a nuvem, a lua forma par com o sol, e um grande ovo de Páscoa é posto ao lado de pequenos ovinhos. O relevo das figuras chama a atenção para cada um dos contrários, desenvolvendo o senso de observação e estimulando o aprendizado.

Para ler o restante da lista de livros que os bebês devem conhecer antes deixar as fraldas, acesse A Taba.

Resumo

A literatura para bebês vai muito além dos livros cartonados e de banho. Até mesmo obras para leitores iniciantes podem ser lidas com os pequeninos, já que o foco da leitura está mais no vínculo afetivo do que em entender a história. Confira essas 25 dicas.
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