Nasci, cresci, voei: 35 músicas para cada fase da criança

35 músicas para cantarolar junto com as crias. Cada uma sobre uma fase do desenvolvimento delas
  • Publicado em: 15.09.2017
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Dos livros às músicas ditas infantis, a arte produzida para a criança pode ser aliada tanto dos pequenos quanto dos pais e educadores na hora de abordar temas considerados difíceis. Quando o assunto é as fases de desenvolvimento da criança, muitas dúvidas e dificuldades surgem, e os tais grandes marcos do crescimento se tornam uma matéria-prima bastante rica para produções artísticas voltadas para o público infantil.

Não por acaso, os maiores nomes da música dedicaram incontáveis obras a começar uma conversa com as crianças sobre temas do dia a dia, como hora do banho, hora de dormir, hora de comer. Nomes como Chico Buarque, Noel Rosa, Arnaldo Antunes, Palavra Cantada, Grupo Rumo, Tiquequê, Badulaque, Grupo CRIA, e por aí vai.

Ainda que a arte não nasça com o propósito deliberado de ter uma utilidade específica, as criações artísticas são caminhos interessantes para ampliar o olhar da criança, estabelecer conexões, incentivar reflexões além do senso comum e gerar identificação com personagens que vivem as mesmas experiências.

Como conduzir o desfralde de forma natural, os caminhos de um desmame sem traumas, introdução alimentar, a melhor forma de incentivar a alimentação saudável: são muitos os temas que cabem numa canção infantil.

Pensando nisso, listamos algumas delas. São músicas divertidas sobre assuntos superpertinentes do universo infantil, para ajudar pais e filhos a lidarem com cada fase da jornada do crescimento. Dá o play e aproveite para se divertir e cantarolar junto das crias:

Gestação

“A Mãe” – Grupo CRIA

“No início, o mundo era um berço
E a benção, sua aparição
Depois, na cama, veio o medo
Que havia da escuridão
Com tempo, o primeiro quarto
Trancado pra me proteger
Do mundo que ia crescendo
Mais rápido do que se crê
Então, deixar de ser criança:
Me lembro tão bem de você
No dia da minha mudança
Pra casa que eu podia ter
E hoje em dia quem me vê
Acha até difícil acreditar
Mas mãe, você foi o meu primeiro lar”

Nascimento

“Nasceu mamãe” – Tiquequê

“Nasceu mamãe, quando eu nasci nasceu mamãe… Nasceu papai, nasceu mamãe, papai nasceu quando eu nasci”

Amamentação

“Leitinho” – Pequeno Cidadão

“Um leitinho é muito bom
Um leitinho pro nenê
Um leitinho é muito bom
Para mim e pra você
Tira o leite!

Ai ai que leitinho bom
Ai ai que leitinho bom

Um leitinho é muito bom
Um leitinho pro nenê
Um leitinho, é muito bom
Para mim e pra você

Ai ai que soninho bom
Ai ai que soninho bom

Um soninho é muito bom
Um soninho pro nenê
Um soninho é muito bom
Para mim e pra você

Ai ai que carinho bom
Ai ai que carinho bom

Um carinho é muito bom
Um carinho pro nenê
Um carinho é muito bom
Para mim e pra você”

Criação dos vínculos afetivos

“Reconhecimento” – Isadora Canto

“Bem-vindo meu novo ser
cercado de proteção
de tanto amor tanta paz
Dentro do meu coração.

É como se eu tivesse
esperado toda vida pra te embalar
É como se eu tivesse
esperado toda vida pra te embalar”

Introdução alimentar

“Sopa” – Palavra Cantada

“O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem espinafre?
Será que tem tomate?
Será que tem feijão?
Será que tem agrião?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem farinha?
Será que tem balinha!?
Será que tem macarrão?
Será que tem caminhão?!
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem rabanete?
Será que tem sorvete!?
Será que tem berinjela?
Será que tem panela!?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem mandioca?
Será que tem minhoca!?!
Será que tem jacaré!?!
Será que tem chulé!?!
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem alho-poró?
Será que tem sabão em pó?!
Será que tem repolho?
Será que tem piolho!?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
Será que tem caqui?
Será que tem javali?!
Será que tem palmito?
Será que tem pirulito!?
É um, é dois, é três…

O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?
O que que tem na sopa do neném?”

“Prato Fundo” – Noel Rosa/Tiquequê

“Se como tanto
Aprendi com a minha avó
Na minha casa
Só se come em prato fun-d-o-dó

A minha mana
Para esperar o almoço
Come casca de banana
Depois engole o caroço
E o meu titio
Faz vergonha a todo instante
Foi ao circo com fastio
E engoliu o elefante

A minha tia
Já engoliu uma fruteira
Estou vendo ainda o dia
Que ela almoça a cozinheira
E depois disso
Leva sempre a dar palpite
Toma chumbo derretido
Para abrir o apetite

Meu bisavô
Que era um índio botocudo
Devorou a tribo inteira
Com pajé, cacique e tudo
E a minha avó
Que comia à portuguesa
Reduziu dois bois a pó
E inda quis a sobremesa”

“Tá na Mesa” – Grandes Pequeninos

“Ei, tá na mesa!
A comida está esperando
Quem chegar primeiro
Vai sentir o cheiro bom do “rango”
Eu vou já lavar as mãos
Para encher meu barrigão
Pra ter energia e sorte
Eu vou comer pra ficar forte
Então…

Eu tô na mesa
O meu prato ‘tá bonito!
Tem arroz, feijão e carne
Milho e batata palito
Agradeço a alegria
De ter comida todo dia
Para não desperdiçar
Eu vou comer até raspar

Meu prato
Eu papo
Eu fico forte, que beleza!
Comi tudinho, direitinho
Agora eu quero a sobremesa”

Escovar os dentes

“Escovando os dentes” – Helio Ziskind

“Quando eu pego a minha escova
Eu só penso em rock’n’roll
Rock rock rock rock
E pego o cantinho
Limpo com o fio dental

E eu canto rock rock que eu fico assim
Brancão (rock)
Branco como coco
Branco como leite
Branco como dente é
Brancão
Uow yeahhh”

Desfralde

“Samba da fralda molhada” – Palavra Cantada

“História do cocô” – Hélio Ziskind

“Já tô acostumado,
Já tô acostumado a ser pisado,
Maltratado,
Ser jogado pro esgoto,
Ser usado como xingamento,
Palavrão,coisa ruim.

Já tô acostumado.

Ah coitado!
Que coitado o que?
Ele é um cocô!
Ô seu cocô,não fique chateado.
É mesmo,
O que há de errado?

Vou contar a minha história,
Uma triste,
Triste história,
Me chamam de fedido,

Fedido!
Nojento,

Nojento!
Caca,

Caca!

De tudo que é ruim.
Ninguem gosta de mim,
Mas eu não tô nem aí,
Eu sô cocô,
E eu nasci assim.

Já tô acostumado,
cocô,
cocô,
olha o cocô!
Já tô acostumado,
cocococô!

Hihi,cocô!

Hnf,hnf,
Cocô.

Eu existo,
porque vocês são bichos,
que gostam de comer.

Milho é muito bom!
Hum,chocolate!
Hum,grama!

E tanta comida serve pra que?

Pra gente ficar mais forte,
Mais bonito,
Mais crescido ó!

Mais todo bicho que gosta de comer,
Depois do que ele come,
Lá dentro da barriga ele faz o que?
Cocô!
Faz o cocô!
Cocô!
Ele faz o cocô,
Yeah,
Yeah,
Uuuuuuuu,
Ele faz o cocôôôôô,
Uôuô!

Opa!
Me dá uma licencinha?

Cocô,
Cocô.

Hihihi,
cocô.

Tá,
Mais agora posso limpar você daí?

Ah,limpa Júlio,
Cocô não serve pra nada mesmo.

Opa!
Inútil não!

Tem muito bicho,
Que acha que cocô é lixo,
E não serve pra nada
Que acabou.
Ô bicho,
Você não sabe de nada,
Cocô ajuda a terra a fazer comida pra você comer,
Yeah!
Ãããã???
É verdade,
o meu avô!

Nada como um cocô de vaca,
De cavalo,
Ou de galinha,
Pra adubar a terra…

Ô cocô,
Então você gosta de voltar pra terra?

Eu amooo…
A terra e minha mãe,
Ela me quer,
Tchutchurutchururu,
Com ela eu sou feliz,
Tchutchururururu,
Eu ajudo,
Ajudo,
Ajudo,
Ajudo,
Eu viro adubo,
Adubo,
Adubo,
Adubo,
Meu cheiro vai saindo,
Seco e sou feliz!
Yeah!

Óóóóóóóó,
Ó tá de parabéns viu seu cocô”

“Xixi, Cocô e Pum” – Grandes Pequeninos

“Xiiiii…
Deu vontade de fazer xixi
Muito bem, muito bom, o banheiro é logo ali
Enchi a minha bexiga, ah não me diga
Então agora é hora de fazer xixi
É muito fácil, ora essa, vem, vamos nessa
Pois tem um banheiro logo ali
Abaixe a calça, levante a tampa da privada e deixe fluir
Depois se limpe direitinho, se arrume bonitinho
E dê descarga, pronto você fez xixi!

Deu vontade de fazer cocô (3x)
Muito bem, muito bom, já para o banheiro eu vou :/
A barriguinha tá cheia, ô não bobeia
Se deu vontade não devemos segurar
Vamos depressa pro vaso, pois é o caso
De aprender que lá é o lugar
E depois e feito dê a descarga bem direito

E dê um jeito de avisar:
“Já acabei, tô esperando, por isso eu to gritando,
Quem é quem vem pra me ajudar a me limpar?”
Fummmm
Deu vontade de fazer um pum (3x)
Sai pra lá com esse bumbum
Deu vontade de fazer um pum (3x)
Vai por mim, se é assim, eu também vou fazer um: PUM!!!”

Hora de dormir

“Soninho danado” – Fadas Magrinhas

“De noitinha” – Pequeno Cidadão

“Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Os grilos e louva-deus
Cigarras, gafanhotos, sapos e besouros
De noitinha

Começam a cantorinha
Que se estende ate o raia do dia
De noitinha

A perereca, rã
Foi tomar um chá, com o sabiá
De noitinha

E o coelho amigo
Jogou um grilo, para o esquilo
De noitinha

A marrequinha fez biscoito
De polvilho, com o suco de tangerina
E o macaco gago
Foi bater um bate-papo
Com a onça mansinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

O sapo cururu com o urubu
Foi jogar conversa fora
De noitinha

O camaleão ficou vermelho
Quando ergueu a saia da joaninha

Dona mariquita lena
Poltrona vê novela na Tv
De noitinha

E o senhor siri
Sai do seu barraco pra jogar buraco
Com a doninha

E o porco espinho
Fez serenata para namorada
Porca espinha

A gente, a fogueira
Sente a saudade
Vende a verdade
Bem de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha

Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha
Tá de noitinha”

Banho do bebê

“Tchibum da Cabeça ao Bumbum” – Palavra Cantada

“Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum

Todo dia banho
Desde o dia em que eu nasci
Mamãe o que é que eu ganho
Por que tanto banho assim ?
E não adianta manha
Ela joga água em mim
De noite ou de manhã
Desde o dia em que nasci

Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum

Todo dia banho
Só porque sou um bebê
Alguém do meu tamanho
Não escolhe o que fazer
Mas quando eu crescer
Aí não tem mais nada
Só vou entrar no banho
Pra sair com a namorada

Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum

Todo dia banho
Só porque sou um bebê
Alguém do meu tamanho
Não escolhe o que fazer
Mas quando eu crescer
Aí não tem mais nada
Só vou entrar no banho
Pra sair com a namorada

Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum
Tchibum, tchibum
Da cabeça ao bumbum”

“Banho é bom” – Helio Ziskind

“Dam dam,dara dum
dam dam,dará dum
dam dam,dara dum
da ra ra ra rá

tchau, preguiça,
tchau, sujeira,
adeus, cheirinho de suor!

lava lava lava
lava lava lava

uma orelha…
uma orelha…
outra orelha…
outra orelha…

lava lava lava
lava a testa,
a bochecha,
lava o queixo,
lava a coxa
e lava até…

meu pé,
meu querido pé,

que me agüenta
o dia inteiro…
uôu uôu

e o meu nariz,
meu pescoço,
meu tórax
e o meu bumbum…
e também o fazedor do xixi !

la la,laiara
iá ra,laiara
iá ra,laiara
iá raiá raiá

-humm…
ainda não acabou não!
vem cá, vem…veemm…

uma enxugadinha aqui,
uma coçadinha ali.
faz a volta e põe a roupa de paxá
ah!…

banho é bom…
banho é bom…
banho é muito bom
tum dum dum

– agora acabou!
iééé!”

Primeiros passos

“Aos Teus Pés” – Grupo CRIA

“Cai, cai feito bola de sabão
Cai, cai na rua do balão
Se os teus pés não encostam no chão
Usa teu joelho, mira no espelho
Sabe que pra ir além terá que ir de mão em mão
Por certo que já sabe de antemão
Que havia linha reta pra chegar
Mas é fácil desequilibrar
Aliás, é difícil demais
Viver aos teus pés…
Mas não de pé”

“Caiu, levanta” – Jair Oliveira/Grandes Pequeninos

“Opa! Caiu, levanta!
Se não machucou, não arranhou
Caiu, levanta!

Tropeçou, desequilibrou, não segurou
Foi só um susto
Pronto, meu amor!
Deixa ver,
Não feriu, não machucou?
Levantou!
Deixa eu dar um beijo,
Pronto já passou!

Opa! Caiu, levanta!
Se não machucou, não arranhou
Caiu, levanta!

Às vezes a gente cai
E outras vezes vai que vai
Se joga pelo mundo
Se arrisca, pisa fundo
E se tropeça é um ai ai ai…
Mas com amor a gente aguenta
E a dor a gente logo espanta
Sacode a poeira
E arruma a cabeleira
Opa! Se caiu, levanta!”

Lidando com o medo

“Saiba” – Arnaldo Antunes/Adriana Partimpim

“Saiba: todo mundo foi neném
Einstein, Freud e Platão também
Hitler, Bush e Sadam Hussein
Quem tem grana e quem não tem

Saiba, todo mundo teve infância
Maomé já foi criança
Arquimedes, Buda, Galileu
E também você e eu

Saiba, todo mundo teve medo
Mesmo que seja segredo
Nietzsche e Simone de Beauvoir
Fernandinho Beira-Mar

Saiba: todo mundo vai morrer
Presidente, general ou rei
Anglo-saxão ou muçulmano
Todo e qualquer ser humano

Saiba, todo mundo teve pai
Quem já foi e quem ainda vai
Lao Tsé Moisés Ramsés Pelé
Ghandi, Mike Tyson, Salomé

Saiba: todo mundo teve mãe
Índios, africanos e alemães
Nero, Che Guevara, Pinochet
E também eu e você
E também eu e você
E também eu e você…”

Birra

“Bem Feito” – Badulaque

“Eu não posso fazer
tudo aquilo que eu quero
o que eu quero é
fazer aquilo que eu queria
não tem jeito, eu fiz, bem feito
me deixa rir
deixa eu chorar
me deixa brincar mãe
me deixa gritar pai!
deixa eu subir
deixa eu pular
vou me equilibrar mãe
vou me pendurar
se tá na hora de acordar
eu me levanto e vamo lá
me deixa rir
deixa eu chorar
me deixa brincar mãe
me deixa gritar ha!
se tá na hora de comer
eu limpo o prato sem lamber
se tá na hora, eu vou dormir
e quando dá vontade eu vou
fazer xixi! (xiii)
me deixa rir
deixa eu chorar
me deixa brincar mãe
me deixa gritar pai!
deixa eu subir
deixa eu pular
vou me equilibrar mãe
vou me pendurar
pra tomar banho eu reclamei
no fim das contas eu tomei
deixa eu subir
deixa eu pular
vou me equilibrar mãe
vou me pendurar ha!
pra ir pra escola acordo e vou
escovo o dente sim senhor
de noite eu faço chororô
e quando dá vontade eu
vou fazer cocô! (ohh)”

Conflito entre irmãos

“Os Irmãos” – Grupo CRIA

“Eu vou dizer, mãe, o que aconteceu
Eu tava lendo o livro que você me deu
E de repente veio ele estabanado
Chegou bem aqui do lado
E soltou um pum daqueles
Quem começou foi ele!
Mas você sabe, mãe, que eu sou um santo
Eu tava ali, quietinho no meu canto
E de repente veio ela com um papo
Cê sabe que eu fico brabo
Se me chama de banguela…
Quem começou foi ela!
Desculpa, mãe, a gente só tava brincando
É que a brincadeira esquenta
Fica um pouco violenta
E aparenta que tava brigando
Eu sei, mas pai já foi tudo esclarecido
É que a gente já tá crescido
Já aprende com o ouvido
A gente nem precisa de castigo…
Eu vou dizer, pai, tudinho que ele fez
Ele disfarça na frente de vocês
Mas escondido ele me dá um sopapo
Faz barulho com o sovaco
‘Inda mostra a língua dele
Quem começou foi ele!
Pai, vou dizer o que tá acontecendo
Eu tava ali, jogando meu Nintendo
E de repente veio ela enxerida
Me fez perder duas vidas
Sem me deixar ver a tela
Quem começou foi ela!
Irmão é mesmo um bicho
Um tanto quanto interessante
Briga, ama e segue adiante
Às vezes quando cresce
Fica um pouco mais distante
Mas continua implicante!”

Deixar a chupeta

“Tchau Chupeta” – Pequeno Cidadão

“Já pensou uma mãe chupando chupeta?
Já pensou um pai chupando chupeta?
E uma vó de bobs e chupeta?
E um vovô de bengala e chupeta?

Todo mundo uma hora tem que se libertar
Quando eu era pequena eu joguei a minha no mar

Vai, vai navegar. Valeu obrigada
Mas minha boca não é mais seu lugar
Agora eu quero cantar
Sem uma tampa de borracha pra me atrapalhar

Já pensou um peixe chupando chupeta?
Aquela que eu joguei nem ele vai querer
A baleia prefere tocar a trombeta
Do que ficar com medo de crescer

Todo mundo tem seu tempo de mamar
Mas depois que o tempo passa tem que se jogar no mar
Vai, vai navegar. Valeu mamadeira,
Mas eu prefiro respirar

Agora eu quero cantar
Cair de boca no som
Ficar de boca pro ar

Vai, vai navegar
Sem uma tampa de borracha pra me atrapalhar”

Primeiras palavras

“Canção do Dicionário” – Helio Ziskind

“Uau! Caco, vem ver o que eu ganhei!
– nossa! um dicionário!
– oi.
– e fala!

papa papagaio
ga a a galinha
que palavra querem saber?
hum? hum?

– uma palavra…
– papagaio!

papagaio é uma palavra inventada por dois povos.
Os árabes quando viam um papagaio diziam:
– pa pa pa pa! pa pa pa pa!

Quando os árabes foram pra França,
os franceses ajuntaram o “gaio” no final.
Gaio pra eles é alegria.
papagaio é um pa pa pa alegre.
papagaio é um pa pa pa alegre.

cocoricó!
cocoricó é uma palavra que imita o canto do galo.
também pode ser
cocoricô, cocorocô e cocorocó.
cocoricô, cocorocô e cocorocó.

e quem inventou a nossa língua hein?

quando Cabral chegou de Portugal
descarregou no Brasil
um monte de palavras portuguesas

milho, trigo, pão, facão, companheiro, panela

e as palavras portuguesas se embolaram
com as palavras dos índios que viviam por aqui.

mingau, jaboticaba abacaxi jacaré jequitibá, Piauí, igarapé,

e foram chegando os navios
com as palavras africanas…

samba, batuque quizumba, moleque, caçula, cafuné

e também
as palavras árabes:

alface, almofada, xarope, algodão

e as palavras francesas…

boné, abajur, chofer, etiqueta, caminhão

as palavras inglesas…

futebol, sanduíche, gol!
lanche, bife, xampu

as palavras japonesas…

judô, quimono, karatê, karaokê

e até palavras chinesas…

chá!… quer chá?

chá chá chá , uh!

e dessa mistura de vozes
nasceu a língua que nós falamos

não seja ignorante, nao seja preguiçoso
olhar no dicionário é bem gostoso”

Desenvolvimento da identidade

“Cada um é o que é” – Helio Ziskind

“Seja assim
ou seja assado
cada um é o que é

quem não tem cão
caça com gato
quem tem pé fino
usa sapato

nasci assim
não foi porque eu quis
de qualquer jeito
eu vou ser feliz

palma palma palma
pé pé pé
caranguejo não é peixe
cada um é o que é

mesmo o ser mais diferente
de todo o reino animal
num lugar inesperado
vai achar alguém igual”

Socialização

“Cidade Ideal” – Os Saltimbancos

“Cachorro: A cidade ideal dum cachorro
Tem um poste por metro quadrado
Não tem carro, não corro, não morro
E também nunca fico apertado

Galinha: A cidade ideal da galinha
Tem as ruas cheias de minhoca
A barriga fica tão quentinha
Que transforma o milho em pipoca

Crianças: Atenção porque nesta cidade
Corre-se a toda velocidade
E atenção que o negócio está preto
Restaurante assando galeto

Todos: Mas não, mas não
O sonho é meu e eu sonho que
Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
Fossem somente crianças
Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
E os pintores e os vendedores
Fossem somente crianças
Gata: A cidade ideal de uma gata
É um prato de tripa fresquinha
Tem sardinha num bonde de lata
Tem alcatra no final da linha

Jumento: Jumento é velho, velho e sabido
E por isso já está prevenido
A cidade é uma estranha senhora
Que hoje sorri e amanhã te devora

Crianças: Atenção que o jumento é sabido
É melhor ficar bem prevenido
E olha, gata, que a tua pelica
Vai virar uma bela cuíca

Todos: Mas não, mas não
O sonho é meu e eu sonho que
Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
Fossem somente crianças
Deve ter alamedas verdes
A cidade dos meus amores
E, quem dera, os moradores
E o prefeito e os varredores
E os pintores e os vendedores
As senhoras e os senhores
E os guardas e os inspetores
Fossem somente crianças”

Reconhecimento do outro

“Normal é Ser Diferente” – Grandes Pequeninos

“Tão legal, ó minha gente!
Perceber que é mais feliz quem compreende
Que a amizade não vê cor, nem continente
E o normal está nas coisas diferentes
Amigo tem de toda cor, de toda raça
Toda crença, toda graça
Amigo é de qualquer lugar
Tem gente alta, baixa, gorda, magra
Mas o que me agrada é
Que o amigo a gente acolhe sem pensar
Pode ser igualzinho à gente
Ou muito diferente
Todos tem o que aprender e o que ensinar
Seja careca ou cabeludo
Ou mesmo de outro mundo!
Todo mundo tem direito de viver e sonhar
Você não é igual a mim
E eu não sou igual a você
Mas nada disso importa
Pois a gente se gosta
E é sempre assim que deve ser”

Aprendendo a dividir

“O que é meu é seu é nosso” – Helio Ziskind

“Dum dum dum dum
dum dum dum dum
dum durum dum 
du ru ru ru ru

eu sou seu
você é meu
e a gente é nosso
adivinha o que é que é?

amigos do peito
sempre aí,
pro que der e vier

uma coisa boa
fica melhor
quando a gente está com um amigo

qualquer perigo
a gente dá um jeito
quando tem um amigo do peito

e quando vem um baixo astral…
desses que a gente fica meio mal…
jururu… jururu…

nada como ter um amigo leal
pra gente desencanar
e ficar legal

amigos do peito
sempre aí
pro que der e vier

eu sou seu
você é meu
amigo
então toca aqui comigo”

Caiu o dentinho

“Dente mole” – Tiquequê

O meu dente tá ficando mole
Feito maria mole
Tô achando que ele vai cair
Dente de leite não é permanente
Se a gente cuidar bem dele
Um dente forte há de vir
E eu cuidei tanto
Desse dente agora bambo
Passei escova, fio bem manso
Pra não agredir
Mas não tem jeito
Esse dente já foi feito
Pra durar tão pouco tempo
Que eu desisti
Agora eu quero
Um caminhão de chocolate
Pra comer tudo à vontade
Ninguém vai me impedir”

Alfabetização

“A E I O U” – Grupo Triii

Fase dos porquês 

“Oito anos” – Adriana Partimpim

“Por que você é flamengo
E meu pai botafogo?
O que significa
“impávido colosso”?

Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que que os dentes caem?
Por onde os filhos saem?

Por que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?

Quanto é mil trilhões
Vezes infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?

Well, well, well
Gabriel…(bis)

Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?

Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?

Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?

Do que é feita a nuvem ?
Do que é feita a neve?
Como é que se escreve
Réveillon?

Well, well, well”

“Será Serafim” – Carol Levy

“Será que a insônia
Só quem tem é Sônia?
Será que o lagarto
Entrou pelo quarto?
Será que Lígia
É uma Gia?
Será que Ana
Só come banana?

Será Serafim ? x4

Será que piolho
Só tem um Olho?
Será que Luana
Mora lá na Luana?
Será que o mamão
Só tem uma mão?
Será que o avestruz
Só come cuscuz?

Será que
O orangotango
Só sabe dançar tango
Será o leão
Sabe o dançar o baião?

Será? Será? Será Serafim? 4x

Será que o tucano
Entrou pelo cano?
Que a coruja
Tem a cara suja?
Será que a abelha
Está na sua orelha?
Será que a capivara
É campeã de salto em vara?

Será que o novo
Veio do OVO.
Ah! Mesmo que não seja,
Vamos cantar de novo?

Será? Será?
Será Serafim?
Agora, com vocês,
O Orangotango:
Mi Buenos Aires querida, canto a ti esta canção.
Porque mi Orangotanga
Afano mi corazón
Pra ficar esperto:
Um Serafim é, segundo a Angelologia,
Um anjo de seis asas”

“Pra quê?” – Badulaque

“Por que que a gente nasce e
não se lembra de nascer
nem do que a gente fazia
quando era um bebê?
pra que que a gente sonha
se na hora de acordar
tudo aquilo vai sumindo
eu não consigo te explicar?
qual é a diferença
da minha prima e meu irmão
e porque que a mamãe
vai trabalhar e a gente não?
por que que o céu é azul
e só de noite tem estrela?
será que a vovó
tem foto com os dinossauros?
como é que o avião
tão pesado está no ar?
será que o pensamento
me dá asas pra voar?
pra que pensar?
penso logo existo
pra que existir então
pra quê?
por que o mar é salgado
e ninguém pode desligar
como é que o arco-íris
é projetado no ar
como é que a água fica
lá na nuvem sem cair
e depois porque que chove
bem na hora de sair?
da onde vem a água
da torneira que eu abri
e porque que ela acaba
na cidade que eu nasci?
por que que o céu é azul
e só de noite tem estrela?
será que a vovó
tem foto com os dinossauros?
como é que o avião
tão pesado está no ar?
será que o pensamento
me dá asas pra voar?
pra que pensar?
penso logo existo
pra que existir então
pra quê?”

Desenvolvendo a sexualidade

“Bonequinha do papai” – Pequeno Cidadão

“Come toda a saladinha
Limpa o prato

Escova os dentes
Deita e dorme

Ahh bonequinha do papai

De lacinho
Saladinha
De fitinha
Limpa o prato
Princesinha, do papai

Deita e dorme
De mãos dadas
1, 2, 3

A bonequinha do papai
Vai brincar de pegador
Descer no escorregador
Vai sair pra passear
Vai correr, vai velejar
Vai pular amarelinha
Seja fofa ou magrinha
Vai brincar de cabra cega
Vai correr com o papa léguas
Vai brincar com um menino
Andar de submarino
Pra subir no corredor
Brincar de mergulhador
Se esconder dentro do armário
Ver peixinhos no aquário
Tirar sarro do irmão
Vai andar de avião
Ligar o computador
Vai surfar na internet
Fazer bola de chiclete
Vai chamar a Elisabete
Vai sair pra viajar
Num navio em alto mar
Vai brincar com a boneca
Fazer bola de meleca
Assistir televisão
Vai ouvir agora não
Vai durmir já é bem tarde
Amanhã vai ter escola
Vai brincar de jogar bola
Vai rodar o bambole
Vai perguntar o porquê
Que a terra é redonda
Vai tomar banho de sol
Vai chupar um picolé
Vai fazer o que quiser
Vai de carro vai a pé
Essa mina bonitinha
Gata de maria-chiquinha
Bonitinha do papai
Molequinha maluquinha
Essa mina é uma gracinha
Menininha maluquinha
Gata de maria-chiquinha
Bonitinha do papai
Menininha maluquinha
Essa mina é uma gracinha
Menininha maluquinha
Bonitinha do papai
Bonitinha do papai
Bonitinha do papai

Bonequinha do papai
Ai, bonequinha do papai

Do papai não! Da mamãe
Do papai e da mamãe”

“Princesa e Guerreiro” – Badulaque

“Eu sou uma princesa
chata demais
não posso sujar meu vestido
se não não te deixo em paz
não posso comer brigadeiro
se não vai sujar meu batom
não posso nem ir no banheiro
vai que alguém ouve esse som
não vou brincar de pega-pega
se não até posso suar
eu ligo pra minha colega
e chamo pro shopping comprar
eu sou um guerreiro bruto demais
eu quebro qualquer coisa à toa
eu brigo com quem é da paz
eu gosto de brincar de luta
não sei muito bem nem porque
destruo com minha bazuca, quem
quer que venha se meter
eu sou um guerreiro
sem causa, eu gosto
mesmo é de causar
e mesmo sem
nada de errado
eu boto tudo
pra quebrar”

Lidando com o bullying

“Garota Solitária” – Grupo Rumo

“Essa noite eu chorei tanto
Sozinha sem um bem
De amor todo mundo chora
Um amor todo mundo tem
Eu porém vivo sozinha
Muito triste sem ninguém

Será que sou feia?
– Não, não, não…
Então eu sou linda?
– Você é um amor.

Responda então por que razão
Eu vivo só sem ter um bem?
– Você tem o destino da lua que a todos encanta e não é de ninguém.

Ah… eu tenho o destino da lua
Que a todos encanta e não é de ninguém
– Ela tem o destino da lua
Que a todos encanta e não é de ninguém.

Eu tenho o destino…
… droga!”

“Ciranda da Bailarina” – Adriana Partimpim

“Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina

E tem piriri
Tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem

E não tem coceira
Verruga nem frieira
Nem falta de maneira ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina

Todo mundo tem
Um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem

Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda as seis da matina

Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem

Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem quem não tem?

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina

Todo mundo tem
Um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem

Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina

Reparando bem
Todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem

Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família quem não tem?

Procurando bem
Todo mundo tem”

Quero crescer 

“Quando eu crescer” – Éramos Três

“Quando eu crescer
Quero ser grande
Grande maior que um leão
Mas não tão gordo
Que nem o elefante
Diz que faz mal pra pressão

Será possível ser pequeno grande
Menino vira meninão?
Meu pai falou que de gente grande pequena
Ele nem aperta a mão

Mas o tempo não pode
Parar pra brincar comigo
Ele anda muito apressado
Corre dizendo que é pra aproveitar
Pião, pare-bola e melado

Quando eu crescer
Quero ser grande
Grande maior que um leão
Mas não tão gordo
Que nem o elefante
Diz que faz mal pra pressão

Quero ser forte, valente, um gigante
Para escutar, calar, entender
Das coisas do coração”

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Resumo

Nascimento, primeiros passos, desfralde, desmame, socialização. Tudo isso é matéria-prima para a música. Conheça essas canções para cantarolar com seu pequeno e de quebra aprender sobre cada fase do desenvolvimento infantil.
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