Brincar na infância: o que é, por que importa e como fazer

Brincar é mais do que ter o que fazer: depende de tempo, espaço e liberdade. Reunimos reportagens e ideias para garantir o brincar na infância.

Da redação Publicado em 29.09.2026
Duas meninas com roupas coloridas estão sentadas próximo a uma amarelinha desenhada no chão, em imagem sobre brincar na infância.
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Resumo

Por que brincar importa? Esta trilha reúne mais de dez anos de reportagens de Lunetas sobre o brincar, com reflexões, brincadeiras para diferentes situações e idades e caminhos para garantir esse direito.

Do que brincar? É a pergunta que mais chega até aqui. Vem de quem tem uma tarde pela frente, uma criança entediada e a sensação de que precisa resolver alguma coisa rápido. A resposta mais honesta é que ideia de brincadeira quase nunca é o que falta. Falta tempo, falta espaço e falta deixar a criança inventar o que fazer, que é a essência do brincar na infância.

Nesse sentido, esta trilha reúne mais de dez anos de reportagem de Lunetas sobre o brincar: por que ele importa, do que depende e o que pode ajudar quando ninguém sabe por onde começar.

Afinal, brincar é onde a criança descobre o que o corpo aguenta, percebe que o outro também tem vontade, inventa regra, quebra regra e aprende a perder.

De fato, quem descreve melhor são as próprias crianças. “Todo mundo deve brincar! Isso é regra de ser criança.” É assim que Olívia, 9 anos, abre o “Manual de como ser criança” — a Lei nº 0 que crianças de Salvador e de São Paulo decretaram no Dia das Crianças de 2025. No “Estatuto das brincadeiras”, Michel, 11, escreve: “Brincar na rua é onde eu desenvolvo mais a minha infância”.

Trilha: o brincar na infância

Assim, mais do que brinquedos comprados, a brincadeira se faz com a vida. O brincar pede tempo livre e silêncio, que hoje são os bens mais raros de uma infância cheia de horários. Depende também de espaço aberto, fora das quatro paredes onde a infância foi ficando emparedada; de curiosidade e imaginação, que são os melhores brinquedos e não custam nada; e de um corpo que ainda encontra o mundo fora das telas.

Além disso, para os dias em que a inspiração não vem, entra a parte prática. Por exemplo, tem brincadeiras simples para qualquer hora, cantigas de roda, brincadeiras africanas e indígenas, além de papel e caneta quando não há mais nada e atividades para crianças com deficiência.

Em seguida, o brincar em cada idade: das primeiras descobertas sensoriais a uma investigação sobre o que acontece quando a criança cresce. Adolescente ainda brinca?

Por fim, reflexões para continuar a conversa: por que brincar é importante, na opinião de sete especialistas; como as cidades podem priorizar a infância e o que significa ser criança num país que nem sempre deixa.

Brincar é lei

Garantir o brincar não é tarefa de cada família sozinha e, por isso, o assunto não termina em casa. Não por acaso, desde 2010 mais de 80 cidades transformaram a Semana Municipal do Brincar em lei. Ou seja, são atividades gratuitas em praças, parques, bibliotecas, escolas e ruas abertas.

A lei dos adultos já existe. A das crianças também. Ainda assim, falta preencher o intervalo entre as duas — brincando.

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