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Amor²: 20 músicas para fazer uma homenagem aos avós

Prepare os ouvidos para receber carinho em forma de música: tem Gilberto Gil, Palavra Cantada, Clara Nunes, Dona Ivone Lara e muito mais
Homenagem aos avós iStock
  • Publicado em: 28.09.2018
  • Atualização: 03.10.2018
da Redação

Declarações de amor musicadas são muito bem-vindas quando a ideia é demonstrar sentimentos e não temos as palavras certas na ponta da língua. Prova disso é o sucesso que fazem entre os nossos leitores as declarações de amor mãe para filho e as músicas de pai para filho.

Agora, o Lunetas reúne canções que celebram os avós. Afinal, como diz o dito popular, “avós são pais com açúcar”, são “amor ao quadrado”, quando muitas vezes os laços afetivos se mantém não mais pela responsabilidade irrestrita de impôr limites e regras para o dia a dia, mas pelo carinho e vontade de ver crescer.

Na lista abaixo, estão composições que cantam o amor de netos por seus avós, e também de avós por seus netos. Umas bastante conhecidas e outras nem tanto, é uma música mais bonita que a outra, de artistas contemporâneos e clássicos do cancioneiro popular brasileiro, tanto do universo das músicas infantis quanto adultas, como Dona Ivone Lara, Palavra Cantada, Isadora Canto, Zé Ramalho e Clara Nunes.

Quando um artista como Gilberto Gil, por exemplo, escreve uma música sobre sua relação com o neto Sereno, ele presta uma homenagem a todos os avós, e ajuda a fortalecer socialmente a importância dessa figura no contexto familiar e afetivo. Por isso, vale a pena conhecer todas essas músicas, e dar o play em casa com as crianças.

Com lembranças de infância, conselhos, receitas e um aconchego que só aquele colo de vó e vô pode dar, cada música reinventa à sua maneira um jeito novo de agradecer por todo o amor que pode caber dentro dessa relação.

Então, prepare os ouvidos para receber carinho em forma de som, e aproveite a nossa playlist:

1. “Sereno” – Gilberto Gil

“Vovô gostou do nome Sereno
Vovó gostou do nome Sereno
Tem mais dois aqui
Tem mais dois aqui
Tem mais dois irmãos pra te curtir

Será que vem peixinho
Será que vem depois
Será que vem um pouco dos dois

Sereno quer dizer que você será
Será suave, ameno e tranquilo, será (?!)
E quando for mamar na mamãe, será
Não vai querer morder seu mamilo,
será (?!)”

2. “Candeeiro de vovó” – Dona Ivone Lara

Vige, minha Nossa Senhora
Cadê o candeeiro de vovó
Seu troféu lá de Angola
Cadê o candeeiro de vovó
Era lindo e iluminava
Os caminhos de vovó
Sua luz sempre firmava
Os pontos de vovó

Quando veio de Angola
Era livre na Bahia
Escondia o candeeiro
Dia, noite, noite e dia
Mas um golpe traiçoeiro
Do destino a envolveu
Ninguém sabe até hoje
Como o candeeiro desapareceu

Vovó chorou, de cortar o coração
Não tem mais o candeeiro
Pra enfrentar a solidão
Vovó chorou, chorou
Como há tempos não se via
Com saudades de Angola
E sua mocidade na Bahia”

3. “O neto” – Dicró

“Eu que pensava ver o meu dever cumprido,
vendo o meu filho crescendo,
eu iria descansar.
Um belo dia minha nora me avisou, que eu ia ser avô,
eu nem quis acreditar,
e a alegria retornou para o meu teto com o sorriso do meu neto, obrigado, meu senhor, hoje, eu até brinco na praça com ele fazendo graça e me chamando de vovô

Vovô, vovô, vovô, eu também gosto muito do senhor, eu que sempre fui tão carrancudo, agora faço de tudo pro meu neto alegrar,hoje, sou palhaço, sou macaco, e todo o pouco eu faço, pra não ver ele chorar”

4. “Quem Foi Que Roubou A Sopeira De Porcelana Chinesa Que A Vovó Ganhou Da Baronesa?” – Jorge Ben

Foi o fim do mundo e nada adiantou dizer-lhe
Que lhe compraria outra
E que eu também estava super apaixonado
Caidinho por ela
E nem a sua canção predileta
Aquela valsa dos seus quinze anos ela quiz ouvir
Por favor vovó aonde estão aqueles lindos dias vovó
Vire-se e me olhe vovó pois o mundo que eu conheci
É diferente do mundo maravilhoso que você me ensinou
É diferente do mundo maravilhoso que você me ensinou
Não chore não viu vovó não fique triste não viu vovó
Pois eu vou sair pelo mundo afora
Pensando sempre em você a qualquer hora
Perguntando a um por um viu vovó até encontrar viu vovó
Até encontrar
Quem roubou a sopeira de porcelana chinesa
Que a vovó ganhou da baronesa?
Vovó vó-vó-vó-vó-vó-vó-vó
Vovó vó-vó-vó-vó-vó-vó-vó
Vovó esta música é em homenagem
A você e a todas as vovós do mundo
Viu vovó
Vovó vó-vó-vó-vó-vó-vó-vó
Vovó vó-vó-vó-vó-vó-vó-vó”

5. “Vovó Ondina é Gente Fina” – Os Paralamas do Sucesso

“Silêncio, meninos! Toquem mais baixo
Que o velhinho aqui de baixo está doente de dar dó
E o rock rolava na casa da vovó
Chamaram a polícia – mas que barra!
Desliga essa guitarra que a coisa
Está indo de mal a pior
São trinta soldados contra uma vovó
É gente fina – vovó Ondina
É gente fina – vovó Ondina
São trinta soldados contra uma vovó
Estamos na rua desalojados
Pra ganhar alguns trocados
Temos que tocar forró
Vovó Ondina é gente fina
Valeu vovó!”

6. “Avôhai”, de Zé Ramalho

“Um velho cruza a soleira
De botas longas, de barbas longas
De ouro o brilho do seu colar
Na laje fria onde quarava
Sua camisa e seu alforje de caçador

Oh meu velho e invisível
Avôhai
Oh meu velho e indivisível
Avôhai

Neblina turva e brilhante
Em meu cérebro, coágulos de sol
Amanita matutina
E que transparente cortina
Ao meu redor

E se eu disser que é mei sabido
Você diz que é mei pior
E pior do que planeta
Quando perde o girassol

É o terço de brilhante
Nos dedos de minha avó
E nunca mais eu tive medo da porteira
Nem também da companheira
Que nunca dormia só

Avôhai!
Avôhai!
Avôhai!

O brejo cruza a poeira
De fato existe um tom mais leve
Na palidez desse pessoal
Pares de olhos tão profundos
Que amargam as pessoas que fitar

Mas que bebem sua vida
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de avôhai

Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei
Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei
E se eu calei foi de tristeza você cala por calar
E calado vai ficando só fala quando eu mandar

Rebuscando a consciência com medo de viajar
Até o meio da cabeça do cometa
Girando na carrapeta no jogo de improvisar
Entrecortando eu sigo dentro a linha reta
Eu tenho a palavra certa
Pra doutor não reclamar

Avôhai! Avôhai!
Avôhai! Avôhai!”

7. “Avós” – Isadora Canto

“Ah meu avô, minha avó
Ah meu avô, minha avó

Vem cá me abraça apertado
Deixa eu sentar do seu lado
Conta uma história pra mim
Cante uma canção assim

Sabem como é ser feliz
Tem sempre amor no que diz
Aqui eu sou sempre bem vindo
E o cheiro das flores eu sinto

Tem bolo feito com amor
Das mãos de quem sempre me amou
Me protegem quando eu preciso
Cantam para me ninar

Me afago no colo querido
Me acalmo com seu sorriso
Sou cria da sua cria
Tão cria quanto a sua cria”

8. “Coisa da Antiga” – Clara Nunes

“Na tina, vovó lavou, vovó lavou
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
E mamãe quando era menina teve que passar, teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar

Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó
Disse que no tempo dela era bem melhor
Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão
Tinha-se mais amizade e mais consideração

Disse que naquele tempo a palavra de um mero cidadão
Valia mais que hoje em dia uma nota de milhão
Disse afinal que o que é liberdade

Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga, ai na tina

Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou
Quando se lembrou do velho, o meu bisavô
Disse que ele foi escravo mas não se entregou à escravidão
Sempre vivia fugindo e arrumando confusão

Disse pra mim que essa história do meu bisavô, negro fujão
Devia servir de exemplo a “esses nego pai João”
Disse afinal que o que é de verdade

Ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga
Oi na tina”

9. “Na casa da minha vó” – Bia Bedran

“No mar da casa da minha vó
tem peixinhos de prata voando ao redor,
os cabelos da tia tem gosto de mel
e o rato de gravata tirando o chapéu
No quintal da casa da minha vó
cachorrim, cachorrão de focim no portão
assustando os amigos, recebendo o ladrão”

10. “Vó de açúcar” – Pedro Lima

“Quando eu mergulho na lagoa da água azul do seu olhar
Eu viro criança de colo eu viro peixinho do mar
Quando a maré não tá boa ela é meu remo e canoa
Ó nossa senhora abençoa
Me da alegria da sua pessoa

Ô vó vovó me dá uma bala de goma
Ô vó vovó dá um beijo um pão de queijo um café
Ô vó vovó vó de açúcar é ouro de mina
Me abraça e me ensina a fazer café com fé”

11. “O Meu Avô” – A Turma do Balão Mágico

“O meu avô é doce como caramelo
O meu avô é fofo como um algodão
O meu avô tem muitas coisas, e um castelo
De mentirinha, mas é um bruta castelão
O meu avô conta piadas engraçadas
O meu avô tem “figurinhas de montão”

Muita graça, muito riso
Meu avô sabe brincar
É tão lindo o seu sorriso
É meu aaa aaa aaa aaaaa…

Avozinho, avozinho, avozinho dá um beijo
Dá um beijo avozinho um beijinho, meu amor
Avozinho, avozinho, avozinho dá um beijo
Dá um beijo vovozinho, um beijinho por favor

La la la la tchu ru ru…

O meu avô tem uma estátua voadora
O meu avô tem um isqueiro de vulcão
O meu avô corta fumaça com tesoura
De mentirinha, o meu avô é campeão
O meu avô tem dois anéis lá de Saturno
O meu avô tem plantação de macarrão

Muita graça, muito riso
Meu avô sabe brincar
É tão lindo o seu sorriso
É meu aaa aaa aaa aaaaa…

Avozinho, avozinho, avozinho dá um beijo
Dá um beijo avozinho um beijinho, meu amor
Avozinho, avozinho, avozinho dá um beijo
Dá um beijo vovozinho, um beijinho por favor”

12. “Floreio pro avô” – Pirisca Grecco

“No colo manso do Avô
Ouvia com atenção
Histórias de campereadas
Causos de revolução
De bailantas e rodeios
E sua grande paixão
Que era escutar o floreio
De uma gaita de botão

Um dia disse baixinho
Toma essa gaita guri
Quando o vô tiver velhinho
Tu canta pra ele dormir
Fechou os olhos sorrindo
Para em seus sonhos levar
A lembrança da gaitinha
Que eu aprendi a tocar

Tava pilchado “a capricho”
Faceiro, mais que borracho
Num tranco firme de macho
Saiu fechando as porteiras
O pala abanando ao vento
Assoviando a vaneira

No colo manso do Piá
Conta a gaita, com emoção
Histórias de campereadas
Causos de revolução
De bailantas e rodeios
E sua grande vontade
De fazer mais um floreio
Que é pra espantar a saudade”

13. “Avô” – Djavan

“E se eu parar de tomar pra sempre sundae
e não amar lévi-strauss em seu enleio
se eu achar démodé , quem serei?
E se tiver tudo chato e o céu for feio
e eu decidir que chopin , não solfejarei
se eu fizer um ar blazè, quem serei?
Quando eu for saberei.

Como eu era um homem longe do que sou
preocupado em me mostrar capaz…
Nem que eu queira, hoje posso ser tal rapaz
não sou mais, não sou mais, não sou mais
não sou mais enfim
nem mesmo o que eu serei, sou
não sou mais, não sou mais.

E no balaio da construção de um homem
revejo os moldes e as massas que eu já usei
pois viver é reviver, hoje eu sei
quem eu for, já encontrei
e de quebra a experiência me ensinou:
é preciso juventude para que eu me torne avô
é preciso juventude
quem me dera tê-la intacta a cada era
como uma flor
que algum dia, alguém espera em outra porta
que o futuro preparou”

14. “Orgulho do Vovô” – Zeca Pagodinho

“É bom celebrar a vida
Que a vida é feita de amor
É a viagem de ida
Ao ponto final da dor

Senhora de aparecida
Mãe de deus, o criador
Sou bom filho, sou bom pai
Quero ser um bom avô

Está em festa o meu barraco
Todo dia é carnaval
Criado ao som de um cavaco
Ninado no meu quintal
E que os grandes partideiros
Tragam a corda e a caçamba
Que o meu neto seja herdeiro
Do meu amor pelo samba
E os grandes batuqueiros
Na magia do tambor
Façam brilhar no terreiro
O orgulho do vovô

Hoje eu sou feliz
Sou merecedor
Sou bom filho, sou bom pai
Quero ser um bom avô”

15. “Onde Foi o Avô?” – Luísa Sobral

“Onde foi o avô?
Nunca mais o vi.
Onde foi o avô?
Dizes que ele olha por mim.

Mas se ele olha por mim,
Eu às vezes estou na escola
Ou brinco no jardim

Se ele vê mesmo assim
Tem de estar num sítio alto,
Como o ceú.

Onde foi o avô?
Quero vê-lo e dar-lhe a mão…
Se agora está no céu
Posso ir lá de avião.

Pois se ele olha por mim,
Eu às vezes vou à praia,
Que é bem longe daqui…

Se ele vê mesmo assim
Tem de estar num sítio alto,
Onde não toco quando salto
E onde não se esquece de mim”

16. “Eu” – Palavra Cantada

“Perguntei pra minha mãe: “Mãe, onde é que ocê nasceu?”
Ela então me respondeu que nasceu em Curitiba
Mas que sua mãe que é minha avó
Era filha de um gaúcho que gostava de churrasco
E andava de bombacha e trabalhava no rancho
E um dia bem cedinho foi caçar atrás do morro
Quando ouviu alguém gritando: “Socorro, socorro!”
Era uma voz de mulher
Então o meu bisavô, um gaúcho destemido
Foi correndo, galopando, imaginando o inimigo
E chegando no ranchinho, já entrou de supetão
Derrubando tudo em volta, com o seu facão na mão
Para o alívio da donzela, que apontava estupefata,
Para o saco de batata, onde havia uma barata
E ele então se apaixonou
E marcaram casamento com churrasco e chimarrão
E tiveram seus três filhos, minha avó e seus irmãos
E eu fico imaginando, fico mesmo intrigado
Se não fosse uma barata ninguém teria gritado
Meu bisavô nada ouviria e seguiria na caçada
Eu não teria bisavô, bisavó, avô, avó, pai, mãe, não teria nada
Nem sequer existiria

Perguntei para o meu pai: “Pai, onde é que ocê nasceu?”
Ele então me respondeu que nasceu lá em Recife
Mas seu pai que é o meu avô
Era filho de um baiano que viajava no sertão
E vendia coisas como roupa, panela e sabão
E que um dia foi caçado pelo bando do Lampião
Que achava que ele era da polícia um espião
E se fez a confusão
E amarraram ele num pau pra matar depois do almoço
E ele então desesperado gritava: “Socorro!”
E uma moça apareceu bem no último instante
E gritou pra aquele bando: “Esse rapaz é comerciante!”
E com muita habilidade ela desfez a confusão
E ele então deu-lhe um presente, um vestido de algodão
E ela então se apaixonou
Se aquela moça esperta não tivesse ali passado
Ou se não se apaixonasse por aquele condenado
Eu não teria bisavô, nem bisavó, nem avô, nem avó, nem pai pra casar com a minha mãe
Então eu não contaria essa história familiar
Pois eu nem existiria pra poder cantar
Nem pra tocar violão”

17. “No Quintal do Meu Avô” – Heitor Mendonça

No quintal do meu avô
Tinha um pé de carambola
Tinha um pé de carambola, meu amor
Hoje não tem carambola
Hoje não tem meu avô
E a saudade é uma semente que secou

Tem um pé de coca-cola
Tem um pé de coca-cola
E a semente é uma moeda meu amor
E o verde do quintal se desmanchou

Ah, a cidade nem se lembra
Que eu era o rei da praça
Do quintal do meu avô

Ah, hoje enquanto o tempo passa
E essa gente tão sem graça, esperando por godot
Ah, carambola e os olhos meus
Tanta gente espera a Deus, e eu espero meu avô”

18. “Avô e Neto” – Tom Drummond

Venha cá meu neto, chegue junto ao seu avô
Pra essa geração me explicar
Me conte as novidades que esse mundo te tramou
Que eu preciso me atualizar
Meu chapéu já tá tão gasto
Minha vitrola enferrujou
Sua avó tá despencada pra danar
E me conte se com tanta inovação que o mundo achou
Se a vida tá mais fácil de levar

Hoje só se brinca videogame
Coisas que eu não sei brincar
Mas ainda prefiro a turma toda reunida
E uma pelada pra se improvisar
Lembro, eu sempre ia de atacante e, dos bons, goleador
Eu lhe passaria fácil na embaixadinha
Mas agora a coluna reclamou

Venha cá meu neto, chegue junto ao seu avô
Pra essa geração me explicar
Me conte as novidades que esse mundo te tramou
Que eu preciso me atualizar
Meu chapéu já tá tão gasto
Minha vitrola enferrujou
Sua avó tá despencada pra danar
E me conta se com tanta inovação que o mundo achou
Se a vida tá mais fácil de levar

O que é aquela tal de “rave”?
Chamam aquilo de dançar?
Mas ainda prefiro um velho rosto coladinho
No compasso, dois pra lá e dois pra cá
Sempre fui um belo pé de valsa
Disputado no salão
Eu lhe ensinaria um passo ou dois, mas a bacia
Diz que é fora de cogitação

Venha cá meu neto, chegue junto ao seu avô
Pra essa geração me explicar
Me conte as novidades que esse mundo te tramou
Que eu preciso me atualizar
Meu chapéu já tá tão gasto
Minha vitrola enferrujou
Sua avó tá despencada pra danar
E me conta se com tanta inovação que o mundo achou
Se a vida tá mais fácil de levar
Se a vida tá mais fácil de levar
Se a vida tá mais fácil de levar
Se a vida tá mais fácil de levar”

19. “Toque de São Bento Grande de Angola” – Paulo César Pinheiro

“Nesse mundo camará
Mas não há mas não há
Mas não há quem me mande
Eu só sei obedecer
Se mandar
Se mandar são bento grande
É de angola é de angola é de angola
De angola de angola de angola

Meu avô já foi escravo
Mas viveu com valentia
Descumpria a ordem dada
Agitava a escravaria
Vergalhão, corrente, tronco
Era quase todo dia
Quanto mais ele apanhava
Menos ele obedecia

Quando eu era ainda menino
O meu pai me disse um dia
A balança da justiça
Nunca pesa o que devia
Não me curvo a lei dos homens
A razão é quem me guia
Nem que seu avo mandasse
Eu não obedeceria

Esse mundo não tem dono
E quem me ensinou sabia
Se tivesse dono o mundo
Nele o dono moraria
Como é mundo sem dono
Não aceito hierarquia
Eu não mando nesse mundo
Nem no meu vai ter chefia”

20. “Baião do Tomás” – Luiz Tatit

“Quando o filho do filho do pai
Nasceu tão bem
O avô que era pai do seu pai
Foi ver o neném
Ele viu que seu filho sorria
Isso já lhe agradou
Era o filho que o filho queria
E que agora chegou
Tinha um pouco do pai
E mais um pouco do avô

Quando a mãe desse filho do pai
Teve o neném
A avó que era mãe dessa mãe
Não passou bem
Ela via que a filha sofria
Isso lhe dava dó
Mas o filho da filha trazia
Uma alegria só
Tinha um pouco da mãe
E mais um pouco da avó

Muitos tios e tias
Já davam sinais
Que queriam ser os padrinhos
Só falavam desse sobrinho
Muitos outros filhos
Dos irmãos dos pais
Os maiores e os pequeninos
Não tiravam os olhos do primo
Que dormia em paz
Sonhava com os pais
Avós dos pais
E todos ancestrais

Era tanta gente
Não acabava mais
Uns pediam passinho à frente
Tio do tio também é parente
A cidade toda
Veio ver o Tomás
Que nascera, que maravilha
O menino, filho da filha
Que dormia em paz
Sonhava que juntou
Os tios os pais
Com todos os demais”

Resumo

Como diz o dito popular, "avós são pais com açúcar", são "amor ao quadrado". Conheça 20 músicas que celebram essa a relação entre avós e seus netos.
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