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7 livros infantis para adultos refletirem sobre identidade

Esses livros grandes para pessoas pequenas ensinam grandes lições para adultos que esqueceram sobre a virtude de se questionar, crescer e refletir.
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  • Publicado em: 27.09.2016
  • Atualização: 26.07.2018
da Redação

Paola Rodrigues é escritora, roteirista e mãe. Escreve nos blogs Cartas para Helena  e Não Pule da Janela, onde discute temas que englobam a maternidade e sociedade. Pensando em estreitar a relação das histórias com o crescimento das crianças, ela indica livros infantis que inspiram pais e educadores a refletirem sobre identidade e sociabilização.

“Com animais, personagens coloridos, traços delicados e conceitos complexos, esses livros para pessoas pequenas ensinam grandes lições para adultos que esqueceram sobre a virtude de se questionar, crescer e refletir”

Sempre que termino um desses livros, fico ali, sentada, com a real sensação de que posso mudar, posso ser alguém melhor, que posso sair por aí e discutir sobre coisas que não penso mais”, relata Paola.

A roteirista indica que você sente em alguma livraria ou antes de dormir, reserve uma hora do seu dia e quem sabe sairá de lá uma pessoa com muitas perguntas, sedenta por respostas do porque se acomodou.

Inspire-se com essas dicas!
1. “Elefante”, de Bartolomeu Campos de Queirós Crescemos entendendo nossa relação com as pessoas e o mundo de uma forma muito rígida, pautado em ideias de outras gerações, mundos antigos cheios de preconceito, abusos e pesar. Nessa grande viagem o narrador sonha com um elefante, e ele, tão peculiar, nos leva a refletir de forma muito simples sobre amor, liberdade, ciúmes, pertencer e, claro, sonhar.
2. “O que é a Liberdade?”, de Renata Bueno Onde ela mora, como vive, será que a liberdade pode ser enjaulada? Quando crescemos a liberdade ganha novos tons: casa, carro, boletos pagos, tranquilidade de bons amigos. Parâmetros para definir algo tão amplo. Centralizamos essa questão em volta de nosso umbigo humano, sem analisar ao nosso redor o que pode ser liberdade para cada um. Nesse livro colorido, cheio de poesia e questões simples, entramos em páginas que nada definem, mas tudo questionam.
3. “O Sonho de Lu Shzu”, vários autores Você cresceu tendo como prioridade ter comida? Água? Uma casa?  Aí começa minha grande lista de privilégios. Necessidades tão básicas que nem pensamos muito sobre quando não nos faz falta.”O Sonho de Lu Shzu” conta a história de uma menina dagonmei [trabalhadora] que todos os dias acorda antes do sol nascer, caminha até a fábrica onde seus dedos pequenos podem colar olhos em bonecas que jamais poderá ter. De uma forma sensível e tocante, o escritor espanhol Ricardo Gómez nos leva para um mundo onde percebemos que o trabalho infantil está ali, e precisamos pensar sobre isso. No Brasil a obra foi publicada pela Mov Palavras.
4. “A menina que perdeu as cores”, de Marcelo Moutinho Cor é uma percepção visual, e como toda percepção, depende de vários fatores: a forma como seu nervo óptico processa tais impressões e envia para o sistema nervoso, o comprimento da onda e por aí vai. Sabemos que uma luz branca pode ser todas as cores, mas nosso olhos não conseguem captar tudo.Nesse livro do jornalista e escritor carioca Marcelo Moutinho e ilustrações incríveis de Anabella Lopez, acompanhamos a história de uma menina que perde todas as cores. Num mundo preto e branco, ela vai viajar por questões em busca do seu arco-íris pessoal, porque afinal, será uma questão de percepção?
5. “A grande questão”, de Wolf Erlbruch Duas perguntas: qual nosso sentido no mundo? Por que vivemos? Nós, adultos, já não fazemos essas perguntas, estamos atolados em rotina e toda a informação diária que consumimos. Nessa obra de Wolf Erlbruch, você é o entrevistador das pessoas que convivem com o personagem. Não tem perguntas, só respostas que contam histórias que nos fazem rir e refletir sobre condições tão básicas quanto: por que estou aqui agora? As colagens intensificam ainda mais a sensação de que somos o punhado de histórias das pessoas que estão ao nosso redor.
6. “Os invisíveis”, de Tino Freitas e Renato Moriconi Você repara em quem está ali na esquina? Na saída do metrô? Nós nos endurecemos para seguir, mas como seguir diante disso? O livro de Tino Freitas e Renato Moriconi conta a história de um menino que enxergou quem já nem notamos mais. Uma obra incrível sobre invisibilidade social.
7. “Ernesto”, de Blandina Franco Tem aquele momento que você conhece alguém e já solta “não gosto dessa pessoa”. Ou: não gosto desse livro, desse filme, disso e daquilo, tudo sem conhecer. Aqui conhecemos Ernesto, um menino que todos desgostam por ser diferente, porque a primeira impressão não foi bem favorável.  O caso é: se você conhecer bem Ernesto, vai continuar detestando-o? E você está disposto a conhecê-lo?

Resumo

Confira a lista de livros infantis sobre construção de identidade, selecionados pela escritora, roteirista e mãe Paola Rodrigues.
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