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25 livros que os bebês devem conhecer antes de deixar as fraldas

A pedagoga Ana Paula Yazbek selecionou 25 obras da literatura infantil para ler com as crias já na primeira infância
25 livros que os bebês devem conhecer antes de deixar as fraldas
  • Publicado em: 28.10.2014
  • Atualização: 18.06.2018

Nosso parceiro A Taba é  um grupo de estudiosos de literatura infantil e juvenil, professores, pais, bibliotecários e contadores de histórias com o objetivo de formar uma aldeia, um coletivo de pessoas que vive e experimenta leituras.

Esta lista foi feita pela Ana Paula Yazbek, formada em Pedagogia pela USP (Universidade de São Paulo), e sócia diretora do Espaço da Vila, berçário que atende crianças de zero a três anos, desde 2002, em São Paulo.

Todos as obras estão à venda na Livraria A Taba, e as resenhas abaixo são assinadas pela editora de cada obra, disponíveis no site da Amazon.

1. “Meu gato mais tonto do mundo”, de Gilles Bachelet 
O autor Gilles Bachelet cria seu elefante em sua própria casa como se fosse um gato. Enquanto ele tenta entender a qual raça pertence seu felino, os leitores podem se deliciar com as travessuras do suposto gato, suas manias e estranhezas. A história pode parecer absurda, mas Meu gato mais tonto do mundo, escrito e ilustrado por Bachelet, é capaz de entreter e divertir crianças de diferentes idades com suas curiosas situações bemhumoradas. O livro ganhou o Prêmio Baobab de l’album du salon du livre et de la presse jeunesse de Montreuil e o Prêmio du salon jeunesse de Saint-Étienne, ambos em 2004.
2. “O Grúfalo”, de Julia Donaldson e Axel Scheffler
Usando de astúcia e imaginação, um ratinho vai criando um monstro terrível e assustador, o Grúfalo, e diverte-se espantando seus predadores. Mas qual não é o seu espanto ao ver sua imaginação personificada à sua frente. O Grúfalo, de Julia Donaldson, é uma divertida fábula sobre os poderes da nossa imaginação. As bonitas ilustrações, de Axel Scheffler, complementam a graça do texto e convidam a acompanharmos o ratinho em seu passeio pela floresta.
3. “Tanto tanto”, de Trish Cooke
Uma divertida família se reúne para uma festa-surpresa. Enquanto o aniversariante não chega, todos querem brincar, agarrar e beijar o bebê da casa.
4. “Abrapracabra”, de Fernando Vilela
Na história, dona cabra caminhava perto de sua casa quando encontrou uma lâmpada encantada. “Pense uma palavra mágica, mas cuidado ao falar, um desejo imaginado ela irá realizar”, disse o gênio. “Abrapracabra!”, gritou o bicho! Uma grande aventura se inicia. Dona cabra viaja para os mais inusitados lugares do mundo e faz amizade com vários animais como um urso polar, um camelo e um peixe espada. Juntos, eles mostram que quem tem um amigo, nunca está sozinho, mesmo nas situações mais complicadas.
5. “Mamãe zangada”, de Jutta Bauer
Após a simpática ovelha Selma, a Cosac Naify traz aos admiradores de Jutta Bauer outra comovente publicação da autora: Mamãe zangada. A partir de um tema intenso – a delicada relação entre mãe e filho -, Jutta cria uma emocionante metáfora para mostrar o que acontece com as crianças quando levam uma bronca daquelas. A história é sobre pinguins, mas certamente se aplica aos seres humanos. Quando leva uma bronca da mãe, o pequeno pinguim se despedaça em pleno ar e cada pedaço do seu corpo vai parar em um lugar bem distante. Com ilustrações expressivas e texto sucinto, a autora dá voz aos sentimentos e às fragilidades humanas ao alertar para o poder destruidor da indelicadeza. Um livro doce, com final surpreendente, mas sem meias-palavras. Um aprendizado para pais e filhos.
6. “Ops”, de Marilda Castanha
O menino derruba o sorvete no chão, chuta a bola e quebra o vidro da janela, voa no balanço pra frente e pra trás e… Oooops! Neste livro de uma palavra só, Marilda Castanha propõe às crianças pequenas um exercício de observação e descobertas. Ilustrado em cores vivas, cada página dupla traz uma situação diferente de “ops”, de cenas desastradas a enganos que cometemos no dia a dia, como abrir um livro de cabeça para baixo. Para não leitores perspicazes e curiosos.
7. “Ter um patinho é útil”, de Marisol Misenta (Isol)
Um menino encontra um patinho e o agarra. Se balança nele, coloca-o no nariz, usa como chapéu, como apito, como cachimbo e até como cotonete para enxugar as orelhas depois do banho… Quando se pensa ter chegado ao final da leitura, ao virar a última página, vem a gostosa surpresa: um outro livro – ou o mesmo livro, sob outra perspectiva. Em Ter um menino é útil, Isol nos apresenta – literalmente – o outro lado da história. A partir de um jogo visual simples e muito divertido, a autora utiliza as mesmas ilustrações para mostrar que qualquer situação pode ter diferentes pontos de vista.
8. “Leo e Albertina”, de Christine Davenier
Leo é um porquinho apaixonado pela galinha Albertina. Leo não sabia como chamar a atenção de Albertina, pois ela nem notava sua presença. Então resolveu pedir conselhos a seus amigos. Será que alguém tinha uma boa ideia para dar a Leo?
9. “Tem lugar para todos”, de Massimo Caccia
Moscas, abelhas, mariposas, sapos, todos enfileirados atrás de um tatu, de um coala, de um tucano… Todos em ordem, muito comportados, seguindo uns aos outros. Mas para onde vão? Uma das histórias mais famosas do mundo – a da Arca de Noé – agora recontada por meio de ilustrações modernas, que, com um traço simples e claro, criam uma narrativa capaz de despertar a curiosidade e a imaginação do leitor.
10. “A velhinha que dava nome às coisas”, de Cynthia Rylant
Era uma vez uma velhinha que já não tinha nenhum amigo, pois todos eles haviam morrido. Por isso, ela começou a dar nome às coisas que durariam mais que ela: sua casa, seu carro, sua poltrona. Até o dia em que um cachorrinho apareceu no seu portão. Então, a velhinha acaba dando um nome ao cachorrinho, mesmo correndo o risco de sobreviver a ele.
11. “Dez sacizinhos”, de Tatiana Belinky
Uma viagem pela magia e encanto de um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro, o saci, menino negro, com uma perna só, que fuma cachimbo e usa carapuça vermelha que lhe confere poderes mágicos. Ele não é mau, apenas gosta de fazer travessuras, como dar nó no rabo do cavalo, assustar cachorros e pregar peças nos viajantes. Depois cai em gostosas gargalhadas com o resultado das molecagens. Tatiana Belinky, que já tem netos e bisnetos, mais uma vez reparte com os leitores as curtições da infância, que continuam vivinhas, vivinhas em sua memória.
12. “Vai embora, grande monstro verde”, de Ed. Emberley
O que é que tem um nariz azul esverdeado, dentes brancos afiados e grandes olhos amarelos? É O Grande Monstro Verde! Mas, não fique assustado. Dê uma olhada neste livro cheio de recortes e veja ele se transformar diante dos seus olhos. Aí, quando estiver pronto para mostrar quem é que manda de verdade, simplesmente feche o livro e faça-o sumir.
13. “Grunter”, de Mile Jolley e Deborah Allwright
Este livro pode mostrar ao pequeno leitor como não tratar seus amigos. Isto porque Grunter é, realmente, um porco insuportável. Ele detesta tudo, ele come demais, ele é mau, zangado e muito egoísta. E não se cansa de fazer maldades. Até que os animais da fazenda decidem tomar uma atitude – dão para Grunter um presente bombástico.
14. “Bruxa, bruxa, venha à minha festa”, de Arden Druce e Pat Ludlow
Uma garota pede que toda sorte de seres assustadores compareça a sua festa. E lá vão: bruxa, gato, espantalho, coruja, árvore, duende, dragão, pirata, tubarão, cobra, unicórnio, fantasma, babuíno, lobo e, epa!, Chapeuzinho Vermelho?
15. “Cadê o pintinho?”, de Marcia Leite e Anita Prades
Propõe uma divertida interpretação e um desafio visual para a conhecida cantiga infantil. As ilustrações coloridas e cheias de humor provocam imediata identificação do pequeno leitor, garantindo a compreensão do texto até mesmo para aqueles que ainda não sabem ler. O pulo do gato: em cada dupla de páginas um animal e sua respectiva voz são apresentados, provocando a construção de uma pirâmide de texto e de bichos. A pergunta que dá título ao livro orienta o esconde-esconde em que o leitor é o pegador à procura do pintinho que se esconde em diferentes lugares entre os animais.
16. “O lenço”, de Patricia Auerbach
Você sabe para que serve um lenço? Eu já descobri. Posso contar para você? Uma menina encontra um lenço na gaveta da mãe, e com ele mil possibilidades: o lenço se transforma numa vela, num manto, num vestido e no que mais a imaginação mandar, mostrando que todo objeto cotidiano tem seu lado lúdico.
17. “Telefone sem fio”, de Ilan Brenman
Ilan Brenman, autor de muitos livros de sucesso, não tirava da cabeça a cena de um grupo de crianças e adultos falando um no ouvido do outro, ao brincar de telefone sem fio, e as variadas expressões – de curiosidade, alegria, estranheza – que cada um fazia ao ouvir o cochicho. Pensou que essa experiência poderia se transformar em livro. Chamou seu amigo Renato Moriconi, que também é autor de livros infantis, para escrever essa obra a quatro mãos. O resultado é um livro só de imagens com vários personagens inusitados, cochichando um na orelha do outro. O que cada um estará cochichando ao pé do ouvido só mesmo as crianças poderão dizer.
18. “A pequena marionete”, de Gabrielle Vincent
Empregando o lápis, o papel e boa dose de imaginação, a artista belga Gabrielle Vincent compôs uma obra inesquecível: uma narrativa sem palavras que conta, por meio de imagens, a história de um menino, uma boneca de pano e um velho homem de teatro, um titeriteiro que encena seu espetáculo em um teatrinho de rua.
19. “Totó”, de Neal Layton e Michael Rosen
Esta é minha pessoa de estimação. Suas orelhas não ouvem tão bem quanto as minhas. Ela tem as garras muito fracas. O pêlo dela só cobre a cabeça. Fui eu que escolhi o nome dela: Totó. Um livro terno, engraçado, todo ao contrário, que acompanha as aventuras de uma menininha com seu cãozinho de estimação (ou será que é um cãozinho com sua menininha de estimação?). Observe como os seres humanos são estranhos, nesta visão canina do mundo, do autor premiado Michael Rosen e do novo talento Neal Layton.
20. “1, 2, 3, Estrelas!”, de Anne-Sophie Baumann
Uma libélula possui 2 asas? Não, 4! Onde se esconde o tatu de 9 cintas? Atrás da árvore! E quantas estrelas povoam a imensidão do céu? Bilhões! Uma abordagem bem diferente dos números, através de uma viagem lúdica e colorida ao coração da natureza.
21. “Assim como você”, de Guido Van Genechten
O peixe, a galinha, o carneiro… todos os animais se parecem com a gente. Eles têm sede, têm fome, gostam de brincar, de correr e de pular. Adoram carinho, a casa e a família. Assim como você mostra que as crianças e os animais têm muitos motivos para se amar. Um livro para saborear do começo ao fim.
22. “Eram cinco”, de Ernst Jandl
Todos estavam sentados esperando para serem atendidos. Mas o que será que existe atrás daquela porta que faz as pessoas entrarem preocupadas e saírem sorridentes? Eram cinco na fila de espera, cada qual com a sua mazela. E atrás daquela porta, uma luz. Escrito pelo poeta concretista austríaco Ernst Jandl e ilustrado pelo artista plástico Norman Junge, esse livro minimalista é indicado para pequenos leitores que têm medo de médico.
23. “Grão de milho”, de Ollala González
Esta é a história de um menino tão pequeno quanto um grão, e por isso, seus pais lhe deram o nome de Grão de Milho. Ele adora ajudar sua mãe, é forte e sabe muito bem resolver os problemas que surgem no cotidiano, apesar de ser tão pequenino.
24. “Na garupa do meu tio”, de David Merveille
Homenagem a um dos cineastas mais importantes da França, Jacques Tati (1907-82), o livro-imagem Na garupa do Meu tio, do ilustrador David Merveille (1968-), traz uma sequência de cenas que convida o leitor a apreciar uma nova aventura do senhor Hulot pela cidade de Paris. Como num livro cinematográfico, cada dupla tem um folder que revela uma surpresa. Vários elementos retirados dos filmes de Tati estão espalhados pelas ilustrações de Merveille: a casa de Hulot e a fonte em forma de peixe de Meu tio, ou a rotatória em Playtime.
25. “Onda”, de Suzy Lee
A premiada artista Suzy Lee faz uso de elementos muito simples para criar uma bela história — que não precisa de absolutamente nenhuma palavra para ser contada. Com um uso refinado de linha e cor, ela explora a força na natureza, da amizade e das novas experiências.

Para ler o restante da lista de livros que os bebês devem conhecer antes deixar as fraldas, acesse A Taba.

Resumo

A literatura para bebês vai muito além dos livros cartonados e de banho. Até mesmo obras para leitores iniciantes podem ser lidas com os pequeninos, já que o foco da leitura está mais no vínculo afetivo do que em entender a história. Confira essas 25 dicas.
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