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Whatsapp do Ministério da Saúde avalia e desmente fake news

Omeprazol causa câncer, vacina provoca autismo, quiabo cura diabetes. O serviço "Saúde sem fake news" foi criado para desmentir boatos como estes. Compartilhe!
Saúde sem fake news iStock
  • Publicado em: 05.04.2019
da Redação

Alimentos que causam câncer, remédios que prometem milagres, dietas de uma semana, óleo no umbigo. Quem nunca recebeu notícias como essas no celular? E mais: quem nunca clicou em compartilhar antes de checar se aquilo procede?

O que é boato e o que é real? Quando o assunto é saúde, o que não faltam são fake news que alarmam a população, principalmente nas redes sociais, ambiente propício para compartilhar notícias antes de ler, propagando uma onda de informações sem qualquer respaldo científico.

Pensando em minimizar esse cenário e sensibilizar a população sobre o perigo desse tipo de prática, o Ministério da Saúde criou o projeto “Saúde sem fake news“. Trata-se de um serviço de utilidade pública, que será disponibilizado gratuitamente no Whatsapp.

A ideia é chamar a atenção das pessoas para a corresponsabilidade de cada um em relação às notícias falsas na internet. Afinal, quem passa adiante algo inventado por outra pessoa, também é inconscientemente responsável pela disseminação daquilo.

“Toda notícia ou informação divulgada na mídia e que não é verdade, é uma fake news. E quando se trata de saúde, é preciso estar muito atento e checar a fonte dessas informações. Não reproduza fake news, elas podem prejudicar a saúde e a vida de alguém”, diz a descrição da iniciativa no YouTube. O vídeo abaixo explica em detalhes o que é e como funciona.

O órgão coloca à disposição dos cidadãos um número de telefone que funciona como um canal aberto para checagem de veracidade de informações e notícias. A proposta da iniciativa é reduzir a divulgação de informações alarmistas sobre assuntos sérios que podem prejudicar a saúde do brasileiro. A associação entre vacina e incidência de autismo, por exemplo, é um deles, ou ainda a relação entre determinados alimentos à cura do câncer.

O canal foi colocado em prática em agosto de 2018, e, desde então, recebe milhares de mensagens, com taxa de resposta de mais de 80%. A iniciativa reforça a importância de procurar informações em fontes seguras e de credibilidade, buscando sempre atentar para as fontes oficias daquele determinado assunto.

“Informações sem respaldo científico afirmam que vacinas podem ser prejudiciais à saúde, gerando insegurança e possibilitando o retorno de doenças já erradicadas no país”, diz o Ministério da Saúde

Como funciona?

  • Salve o número (61) 99289-4640 no seu telefone.
  • Viu uma notícia que parece suspeita? É só enviar para o Whatsapp do projeto. Pode ser vídeo, foto, mensagem de voz ou texto.
  • Depois, o material passa pela avaliação da equipe do Ministério da Saúde, o que pode demorar alguns dias.
  • Para concluir, você recebe recebe um selo de veracidade ou de fake news na notícia que enviou.
  • Agora, pode passar adiante a informação correta, compartilhar a resposta da instituição e encorajar amigos e familiares a checar aquilo que divulgam.
  • Denúncias, reclamações e dúvidas sobre outros assuntos que não veracidade de notícias relacionadas à saude não são respondidas pelo serviço.

O projeto mapeia também pesquisas e informações relacionadas a artigos científicos comprovadamente enganosos, que frequentemente chegam até o leitor como a nova descoberta do momento. Uma delas é um texto que se tornou viral nas redes sociais, afirmando que vacinas causam doenças.

As notícias analisadas também estarão disponíveis no Portal Saúde, e nos perfis do Ministério da Saúde nas redes sociais. Os interessados em utilizar o serviço podem tanto enviar sua dúvida para o canal Saúde sem Fake News no WhatsApp, quanto buscar no site oficial do projeto se aquela informação já foi desmentida. Clique aqui para saber mais sobre a iniciativa.

Resumo

Omeprazol causa câncer, vacina provoca autismo, quiabo cura diabetes. O serviço "Saúde sem fake news" foi criado para desmentir boatos como estes. Saiba mais e compartilhe nos grupos de família.
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