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Marcos Mion explica porque filho autista não viajou com a família

O pai reforçou que, em casos como esse, os pais não podem culpar-se, já que é uma escolha que busca o bem estar
Marcos Mion Filho autista
  • Publicado em: 02.01.2018
  • Atualização: 15.05.2018
da Redação

No último domingo, 31 de dezembro, o apresentador Marcos Mion publicou um relato em sua página do Instagram explicando porque seu filho mais velho, Romeo, que nasceu com o espectro autista (TEA), não acompanhou a família em uma viagem recente aos Estados Unidos.

E este foi o motivo a dificuldade do filho em de adaptar com a falta de rotina. O pai contou aos seus seguidores que é necessário respeitar os limites da criança e a forma como ela se sente feliz. Assim como é necessários entender até onde pai, mãe e duas outras crianças da mesma família podem ir nessa convivência.

Romeu ficou com os avós enquanto a família viveu experiências como esquiar e decidir almoçar em horários não planejados.

No início, Mion pensava que “o que faria Romeo evoluir era tratá-lo como se não tivesse nenhuma limitação”. A ideia era proporcionar um “maior convívio social” para ele e, por outro lado, propiciar que mais gente o aceitasse. Levá-lo em festinhas foi uma das decisões.

“Em algumas situações, funcionou, tivemos sucesso! Como por exemplo a festinha infantil que citei. Romeo, hoje, adora uma. Ele AMA se apresentar na escola, coisa que anos atrás gerava um pânico que só quem convive com uma criança com autismo sabe como é”.

Como muita gente está estranhando a ausência do meu anjo Romeo nesta viagem, como prometi, vou falar um pouco sobre o dia a dia de uma família que concilia filhos dentro e fora do TEA – Transtornos do Espectro Autista. . . . Durante muito tempo pensei que o que faria Romeo evoluir era tratá-lo como se não tivesse nenhuma limitação. Arrasta-lo para situações cotidianas que “não tinha pq ele não gostar” e que o fariam ter um maior convívio social e ser mais aceito pela sociedade que, muitas vezes, não acha “normal” um garotinho ter panico para entrar numa festa. Aliás, isso é uma coisa que quero falar mais em outro post, o conceito e o uso errado da palavra “normal”. . . . Mas voltando, em algumas situações, funcionou, tivemos sucesso! Como por exemplo a festinha infantil que citei. Romeo, hoje, adora uma. Ele AMA se apresentar na escola, coisa que anos atrás gerava um panico que só quem convive com uma criança com autismo sabe como é. . . . Porém, algumas coisas não mudam. Por exemplo, a falta de rotina. Isso tira ele do eixo. O deixa muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. “Vamos comer agora?”. “Vamos entrar nesta loja agora?”. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas “normais”, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nos vivemos na rotina! Nos respeitamos horários e o que está combinado a dias pelo bem estar do Romeo! . Então numa viagem rápida ele encontra tudo que não gosta! E os pais de crianças com autismo TEM QUE SABER que não precisam se culpar! Que eles, assim como todas crianças, tem limites!! Gostam de algumas coisas e nao gostam de outras! E cabe aos pais identificarem onde existe evolução e onde é mais saudável aceitar que não vai rolar! . . . Não sou apenas pai do Romeo, tenho outras duas mini jacas que querem conhecer e ganhar o mundo! Sem rotina! E tenho que respeitar IGUALMENTE as necessidades deles. Pais que tem crianças dentro e fora do espectro: nao esqueçam disso! E Romeo? Ah, tá FELIZ DA VIDA no lugar q mais ama no mundo c os avós e pelo FaceTime c a gente toda hora! Felicidade SEMPRE! #FamilyFirst

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Por outro lado, sair da rotina é algo que gera grande estresse não só em Romeu, mas na maioria das crianças com autismo.

“Isso tira ele do eixo. O deixa muito nervoso e desesperado. E uma viagem onde não consigo montar uma estrutura para ele, é puro improviso, cheia de decisões tomadas na hora. “Vamos comer agora?”. “Vamos entrar nesta loja agora?”. Coisas, vamos lá para o fácil entendimento, consideradas “normais”, mas que para minha família são muito ANORMAIS! Nós vivemos na rotina! Nós respeitamos horários e o que está combinado a dias pelo bem estar do Romeo!”

O pai reforçou que, em casos como esse, os pais não podem culpar-se, já que é uma escolha que busca o bem estar. E que, acima disso, deixará a criança mais confortável. Assim como é preciso olhar para as necessidades da família como um todo.

“Não sou apenas pai do Romeo, tenho outras duas mini jacas que querem conhecer e ganhar o mundo! Sem rotina! E tenho que respeitar IGUALMENTE as necessidades deles. Pais que tem crianças dentro e fora do espectro: nao esqueçam disso! E Romeo? Ah, tá FELIZ DA VIDA no lugar q mais ama no mundo com os avós e pelo FaceTime com a gente toda hora!”

Em setembro de 2017, Mion fez um post falando de como se sente grato por ter sido escolhido para ser pai de uma criança autista e de como não é preciso ter “cura”. O que a sociedade e as pessoas com autismo precisam é de mais “compreensão e respeito”.

“Dentro desse abraço é sua casa, meu filho! O lugar mais seguro desse mundo! Onde vc pode ser exatamente como você é, pois você é a maior perfeição que existe!”

Dentro desse abraço é sua casa, meu filho! O lugar mais seguro desse mundo! . . . Onde vc pode ser exatamente como você é, pois você é a maior perfeição que existe! A obra mais pura de Deus entre nós! Iluminando não só a mim, mas a todos que te conhecem e tem o privilégio de conviver com você. . . . Se a humanidade evoluir corretamente ou se, pelo menos evoluir, a genética autista terá uma presença muito maior entre as pessoas, todas as pessoas. Assim o mundo seria um lugar mais puro, bondoso, verdadeiro e honesto. Além de caridoso, generoso e preocupado com o próximo. Viva a genética autista!! Quem convive sabe do que estou falando! Somos nossa melhor versão 24 horas por dia por causa deles! . . . Sou grato a Jesus Cristo por ter me colocado entre os escolhidos! Viva a comunidade autista! Não precisamos de cura, mas sim de compreensão e respeito. Apenas isso! #ConscienciaSobreOAutismo #Autismo #TEA

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Resumo

"Não sou apenas pai do Romeo": apresentador Marcos Min diz ser preciso balancear as necessidades de um filho autista com os filhos que não são, sem culpa.
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