Infâncias plurais: vídeos para crianças sobre aprender e ensinar

Publicado em: 15.10.2021

Aprender e ensinar

De maneira lúdica e leve, as produções a seguir dão dicas de como fazer novas brincadeiras, como possibilidades diferentes de pintar e criar histórias, ou até mesmo construir o seu próprio tear. E depois de aprender a ideia é trocar experiências e compartilhar todos os aprendizados!

Abaixo você encontrará uma coletânea com 4 vídeos sobre a temática para ver quantas vezes quiser. Divirta-se! Para mais informações sobre o projeto Infâncias Plurais, visite: www.lunetas.com.br/infâncias-plurais.

Infâncias plurais :: Ensinar e aprender

A ciranda do tear

Catarina Vasconcelos Cordeiro Alexandro - Fortaleza/CE

Em apenas dois minutos, A ciranda do tear ensina a mágica do tecer, a partir de um tear circular feito de papelão, e explica como fazer uma pulseira supercolorida. Enquanto as bonecas de pano tecem, a música as ajuda na contagem das casinhas em que a linha deve entrar. “Pensei em resgatar o tema das linhas e das tramas com fios como atividade lúdica e infantil”, explica Catarina Vasconcelos Cordeiro Alexandro. A ideia é possibilitar que crianças e jovens se conectem com o presente por meio da arte e do trabalho manual.

Usando materiais acessíveis e reciclados, como um pequeno pedaço de papelão para criar a trama da pulseira, a proposta traz também uma discussão sobre a ressignificação de objetos do cotidiano, que se transformam em  brinquedos artesanais construídos pelas crianças.

Além de ter que aprender a usar um programa profissional de edição, o maior desafio da produção foi filmar em um jardim emprestado e com poucas horas disponíveis. Porém, Catarina contou com o apoio técnico fornecido durante a jornada Infâncias plurais. Após essa experiência enriquecedora,ela se sente muito feliz vislumbrando a possibilidade de o vídeo chegar a inúmeros lares de crianças e adolescentes.

https://bit.ly/infancias-plurais-aprender-e-ensinar-a-ciranda-do-tear

Criando repertório cultural

Filipe Nobuyuki Gomes Kahi - Taguatinga/DF

Sabe “tudo aquilo que vemos, sentimos, cheiramos, ouvimos, tocamos”? Neste vídeo, aprendemos de maneira simples e cheia de humor que é isso o que se chama de repertório cultural! Nobu Kahi, idealizador e protagonista de Criando repertório cultural, propõe o desafio de compartilharmos uns com os outros todo o aprendizado acumulado no período em que estivemos em casa lendo livros, vendo séries, ouvindo histórias.e

Professor de cinema e teatro, o artista revela que sua inspiração veio da relação com os próprios estudantes: “Ter contato com o repertório cultural deles foi essencial para a minha vida na arte. Eu vi que, em sala de aula, aprendemos e ensinamos ao mesmo tempo. […] Minha produção foi realizada com o intuito de fortalecer e valorizar a cultura dos jovens”.

Quando o assunto é infância, destaca que “é nela que experienciamos o mundo e todos os sentidos que nos cercam”, de modo que seu interesse em trabalhar com infância parte desse mundo a ser explorado. Com apenas dois anos de experiência em sala de aula, participar do Infâncias plurais foi importante para que Nobu tivesse contato com outros educadores de diversas localidades no Brasil.

https://bit.ly/infancias-plurais-aprender-e-ensinar-criando-repertorio-cultural

Pintar e brincar sempre!

Maria Matina Cayetana Benet Domingo Borrell - Rio de Janeiro/RJ

Pintar e brincar sempre! é um convite à imaginação, à criatividade e à liberdade. Maria Matina, autora e protagonista do vídeo, mostra que com quase nada pode-se fazer tudo, descobrindo histórias, imagens, sons e segredos que estavam escondidos na nossa imaginação.

Durante a pandemia de covid-19, Maria passou a realizar uma série de lives em suas redes sociais para ajudar as pessoas a pintar e a brincar. Nesses encontros, ela propunha exercícios de desenho e, a partir deles, convidava todos a criar histórias, danças e poesias. “Como o resultado desses encontros foi transformador para mim e para o público, tentei desenvolver  uma proposta similar para o Infâncias plurais”, explica.

O vídeo foi todo filmado com o celular e editado no computador, com a ajuda da equipe da jornada para estruturar as ideias e escrever o roteiro. Depois, seu maior desafio foi expressar tudo que desejava em até 2 minutos. Maria espera que, ao assistir ao vídeo, as crianças (e os adultos) se sintam animados e inspirados a sair das telas e a criarem suas próprias narrativas, compartilhando sua experiência com os outros.

Para se contrapor a essa infância cada vez mais dependente das telas, que faz das crianças, em sua opinião, receptoras passivas de conteúdo na maior parte do tempo, a autora conta que buscou abrir a porta da imaginação de forma simples e barata. “É uma proposta de artes integradas e principalmente de ação.”

O tema acompanha toda a vida acadêmica da arte-educadora, que diz ter vivido uma infância plena e sido uma criança muito estimulada a se expressar artisticamente. Ao longo de sua carreira, formou-se também em arteterapia e em contação de histórias, especializando-se no trabalho com bebês. Encantada com esse universo, Maria revela que foi um privilégio participar do Infâncias plurais ao lado de 400 pessoas de todo o Brasil e que é uma alegria imensa ser uma das premiadas.

https://bit.ly/infancias-plurais-aprender-e-ensinar-pintar-e-brincar

Tudum

Camila Concílio - Uruçuca/BA

Tudum, tudum, tudum. É o som do coração? É a batida de uma música? Pode ser, mas é também a união da palavra “tudo” e do número “um”. Tudum é o videoclipe da música de mesmo nome criada por Camila Concílio como parte do projeto Numeromagia, cuja ideia é abordar os números de forma mais ampla e artística. De acordo com a autora, a intenção era trabalhar com a mensagem da unidade, de que “todos somos um e nossas ações reverberam no todo”.

Apesar das dificuldades enfrentadas em razão da pandemia, as imagens do vídeo foram captadas em oficinas presenciais com crianças, respeitando os protocolos de uso de máscaras e distanciamento. “Cada criança trouxe seu olhar sobre o número um e seu modo de se expressar, o seu entendimento. Ao mesmo tempo, aprendemos a utilizar diferentes ferramentas artísticas”, conta Camila, que é mãe, arte-educadora, musicista e produtora.

Ela começou realizando oficinas de percussão para crianças e, depois de ter filhos, não parou mais de trabalhar com o assunto. Hoje, além do Numeromagia, está envolvida em outro projeto chamado Guiança, atividade de escuta e observação de mães e pais em relação às crianças. O Infâncias plurais foi, para ela, uma oportunidade de se aprofundar na pesquisa sobre as infâncias.

 

https://bit.ly/infancias-plurais-aprender-e-ensinar-tudum