Av. Gov. José Malcher, 153 Nazaré, Belém - PA - 66040-281

Como foi?

Veja o que aconteceu

Como criar um espaço livre para a criança SER na escola, na família e no território?

Essa foi a pergunta guia.

Na família

As mulheres movem o mundo

Com uma mesa composta por três mães, o tema central foram as relações de gênero e o papel do homem na educação das crianças. Na plateia, muitos homens, conselheiros tutelares e educadores compartilharam suas visões e experiências em suas profissões e vidas pessoais na busca pela desconstrução. Muito se falou sobre a importância de criar meninos que vivam bem sua masculinidade. As mulheres compartilharam as dificuldades de ser a principal cuidadora das crianças: “Quando eu pari meu filho, morreu aquela mulher e outra mulher nasceu”, trouxe a doula Fernanda Pacheco sobre as revoluções internas pelas quais passam as mulheres. Vanessa Anacleto, fundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo defendeu que todos nós, tendo filhos ou não, deveríamos lutar por políticas públicas para as crianças.

Na escola

É preciso escutar as crianças

“A gente nasce várias vezes ao longo da vida, e ir para a escola é um nascimento”. Foi assim que o educador Severino Antônio definiu o que significa a escola para as crianças. Muitos professores presentes contaram suas experiências e dificuldades na rede pública. Para que a criança seja livre, e exerça sua plena potência na escola, é preciso antes de tudo que pensemos em quem está no cuidado diário com as crianças: os professores. A advogada do Criança e Consumo, Ekaterine Karageorgiadis, exemplificou como as empresas se aproveitam das fragilidades das escolas para propor atividades e vender produtos. Já Célia Pena, da região do rio Xingu, é pedagoga e mestre em Educação pela UFPA (Universidade Federal do Pará), e relembrou as memórias dos lugares onde foi educada pela “mãe terra” e pelo “pai rio”, como ela diz.

“Para ela, temos que abrir nosso coração, recebendo a própria criança que nós fomos”

No território

Você conhece seu território?

“No último painel, ficou forte a necessidade de as crianças conhecerem o próprio território em que vivem. Isso vale tanto para as crianças ribeirinhas quanto para as que moram na cidade. Pela experiência de Walter Oliveira, criador do coletivo Jovem Tapajônico, a criança só passa a se dedicar ao seu território e fortalecer sua cultura quando entende a história daquele espaço. Aí ela começa a tomar posse e dizer:

“isso aqui é meu e eu vou lutar por isso”, disse.

Veja como foi o Lunetas Avista de Belém e Salvador:

Nossos Convidados

PAINEL 1 - NA FAMÍLIA

Foto em escala de cinza do rosto de Luciana Kellen

Luciana Kellen

Atua na comunicação do Projeto Selo Unicef, operado pelo Instituto Peabiru, que trabalhar para facilitar processos de fortalecimento da organização social e da valorização da sociobiodiversidade para que as populações extrativistas e os agricultores familiares da Amazônia sejam protagonistas de sua realidade.

Foto em escala de cinza do rosto de Vanessa Anacleto

Vanessa Anacleto

Blogueira e autora do livro “Culpa de mãe”. É cofundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo e luta por um futuro sem publicidade infantil. É autora do blog materno Mãe é Tudo Igual e membro da Rebrinc. O Milc é um projeto formado por mães, pais e cidadãos, que atuam pela regulamentação da publicidade infantil, e para sensibilizar o debate público sobre a comunicação mercadológica dirigida a crianças.

Foto em escala de cinza do rosto de Fernanda Pacheco

Fernanda Pacheco

Doula, e atua na área de atendimento ao pré-parto, parto e pós-parto. É consultora em Florais de Bach para o período gestacional e puerpério.

PAINEL 2 - NA ESCOLA

Foto em escala de cinza do rosto de Ekaterine Karageorgiadis

Ekaterine Karageorgiadis

Advogada e coordenadora do programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, e colunista do Lunetas. É Conselheira Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, especialista em Direito do Consumidor e em Infância, Educação e Desenvolvimento Social, e mestranda em Saúde Pública.

Foto em escala de cinza do rosto de Severino Antonio

Severino Antonio

Doutor em Educação pela Unicamp e se dedica há mais de 40 anos ao ensino e à formação de educadores. É palestrante e autor de diversas obras, como "Uma Pedagogia Poética para a Infância", "Nascentes", dentre outros. É conselheiro do Instituto Alana, no projeto Prioridade Absoluta.

Foto em escala de cinza do rosto de Katia Tavares

Katia Tavares

Mestre em Educação pela PUC-Campinas, Pedagoga, Psicopedagoga, Aconselhadora Biográfica, Professora, Palestrante. Especialista na Teoria e Programa de Desenvolvimento Cognitivo e Avaliação da Aprendizagem, de Reuven Feuerstein, Centro Internacional de Desenvolvimento do Potencial de Aprendizagem: ICELP, Jerusalém, Israel. Formação em Filosofia para crianças, de Matthew Lipman. Formação em Pedagogia Waldorf e fundamentação em Antroposofia, de Rudolf Steiner.

Foto em escala de cinza do rosto de Célia Pena

Célia Pena

Se dedica há 19 anos na educação infantil da rede pública de ensino. É pedagoga, Mestre em Educação pela UFPA, membro do INFANCE (Grupo de Estudos e Pesquisas em sobre Infâncias e educação - UFPA), Conselheira do Conselho Municipal de Educação de Belém. Atualmente coordena a educação infantil e o Projeto Direito de Ser Criança e Adolescente na SEMEC- Belém.

PAINEL 3 - NO TERRITÓRIO

Foto em escala de cinza do rosto de Sérgia Travassos

Sérgia Travassos

Assistente social, especialista em sistema de garantia de direitos de crianças e adolescentes, e trabalha no Movimento República de Emaús, atualmente à frente do Projeto de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes. Integra o Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e adolescentes, o Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil, Forum Estadual de Direitos Humanos do Pará, e o Dhavida ( Direitos Humanos contra Violência e pela Vida.

Foto em escala de cinza do rosto de Viviane Menna Barreto

Viviane Menna Barreto

Professora, artista visual e midiativista. Nos anos 90, fundou o grupo performático “Fábrica de Sonho”, que uniu teatro, mídia e arte para denunciar abusos de direitos humanos e cidadania em São Paulo. Em 2012, fundou na Estácio FAP o projeto de extensão universitária "Cartografias Amazônicas " que conduz alunos e professores para o interior do estado e da Amazônia numa descoberta inédita da cultura local.

Foto em escala de cinza do rosto de Célia Pena

Célia Pena

Tem 23 anos, nasceu e viveu a adolescência na comunidade ribeirinha Pedra Branca, no Rio Tapajós (PA). Trabalha com o projeto rede juventude da Floresta Ativa. É fundador do Coletivo Jovem Tapajônico “Territórios”, grupo jovem mobilizador de informações que trabalha pela preservação ambiental, frente às questões que afetam a região amazônica, como as barragens, o desmatamento e o uso do agrotóxico.

Foto em escala de cinza do rosto de Suzany Brasil

Suzany Brasil

Licenciada plena em Língua portuguesa pela Universidade do Estado do Pará e Advogada especialista em Direito da Criança e do Adolescente pela Universidade Federal do Pará. Estou no Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (CEDECA) do Movimento República de Emaús desde 2012.

O Evento

O Lunetas Avista surgiu a partir de uma vontade de ampliar os olhares, ser plural, conhecer de perto as infâncias do Brasil, e fazer a conversa que o portal faz virtualmente, porém ao vivo. O objetivo é reunir qualquer pessoa interessada na temática da infância, conversar e compartilhar experiências, em um espaço de acolhimento e trocas.

Não é uma palestra convencional e sim um diálogo onde todo mundo tem tempo para falar e ser ouvido.

Hoje em dia fala-se muito das crianças como um símbolo do futuro, como a possibilidade de transformação da sociedade. Sim, é claro que elas são os adultos de amanhã. Mas é também verdade que muitas vezes essa afirmação faz com que nos esqueçamos de suas necessidades, vontades e sua potência de transformação no presente. Elas são o presente.

Como nós, adultos, a aldeia inteira necessária para cuidar de uma criança, podemos propiciar um ambiente seguro para que elas apenas “sejam”?

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