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  • Publicado em: 03.02.2021

Antes de responder a essas perguntas, é preciso reconhecer que todos nós somos contadores de histórias. É assim que a Taba, empresa especializada em curadoria de livros infantis, inaugura uma série sobre a importância de contar histórias e ler para crianças

Apresentados por Denise Guilherme, idealizadora da Taba, os episódios ficam disponíveis no IGTV e seguem a premissa de que “cada história começa uma conversa; cada conversa começa uma história”.

Confira uma breve descrição do que tratam os quatro primeiros vídeos:

Além de nos aproximar e humanizar, narrar histórias é uma prática importante na formação de leitores, desde a infância, e são as histórias que permanecerão mesmo quando a gente não estiver mais aqui. Então, mais do que técnicas ou recursos mirabolantes, podemos apostar numa narrativa mais particular, contada do seu jeitinho mesmo, para envolver as crianças. Pode ser a história “do dia que você esqueceu o chinelo na porta de casa, quando você chorou porque ralou o joelho, quando você queria tomar um sorvete muito gostoso e teve que esperar um tempão, seu filme favorito, o que você fez no trabalho hoje, como você conheceu seu companheiro, a história do dia do nascimento do seu filho”, sugere o vídeo.

“Histórias criam mundos e nos convidam a pensar nas possibilidades a partir dos ‘e se’”, pontua Denise no segundo vídeo. Dizer “era uma vez” ou “sabe o que aconteceu?” já nos deixa alertas e curiosos. Quando estamos juntos para conhecer uma história, abre-se espaço para uma conversa – sobre si mesmo, sobre os outros e sobre o mundo, com benefícios para crianças e adultos. Contar histórias também resgata a linguagem oral, que envolve recursos corporais e demanda presença. Uma forma potente de criar conexão com as crianças!

Aqui, são destacados alguns pontos relacionados à intenção ao contar histórias: querer estar mais perto do seu filho, por diversão, para falar de si, partilhar coisas legais. É o motivo que vai dar o tom a essa narração, de forma muito natural e espontânea. “Uma boa história para contar para o seu filho é aquela que você gosta, aquela que te toca”, indica o material, convidando a despertar o narrador que existe em cada um de nós e a explorar a oportunidade de a criança descobrir que também nós já fomos crianças um dia. Ao partilhar um pedacinho da gente, nos conectamos com o outro. Com as palavras, as crianças ganham o poder de se narrar, contar quem elas são antes que os outros digam por elas quem são.

Para contar uma história, não precisa dramatizar, nem mudar a voz, ensina o quarto vídeo da série. A criança tem desejo de conexão. A ela pouco importa a nossa interpretação dos personagens. Daí a importância do corpo, olho no olho, deixando o celular de lado. Para fazer sentido, a história precisa ser sentida pela gente primeiro. “Se eu vejo o lobo, você vê o lobo”, diz Denise. As conversas que costumam suceder uma sessão de contação de histórias são também uma oportunidade de aproximação e conexão.

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Resumo

As histórias guardam a potência de nos conectar às crianças e lhes revelar que também nós já fomos crianças um dia. A Taba preparou uma série de vídeos sobre o tema!
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