Cartilha reúne dezenas de jogos e brincadeiras africanas

Moçambique, Gana, Zimbábue. Cada país tem seu jeito de brincar. Faça o download desse material e use em casa ou na escola
iStock/Arte Lunetas
  • Publicado em: 30.11.2015
da Redação

Com a criação da lei 10.639/03, o currículo da Educação Básica passou a conter a temática africana e afrobrasileira como conteúdo obrigatório, que deverá ser ministrada em todas as disciplinas, em especial as de História brasileira, Literatura e Artes.

Nesse contexto, os educadores são desafiados a produzir uma nova educação, voltada ao combate do racismo e a valorização da cultura afro.

Os pesquisadores Daniela Alfaia da Cunha e Cláudio Lopes de Freitas produziram a cartilha “Jogos Infantis Africanos e Afro-brasileiros” para que pais e educadores aumentem seu repertório de brincadeiras que são fundamentais para a compressão da cultura nacional.

Conheça algumas brincadeiras tradicionais africanas!

  • Terra-mar (Moçambique)

Uma longa reta deve ser riscada no chão. De um lado se escreve “terra” do outro “mar”. No início todas as crianças podem ficar do lado da terra. Ao ouvirem “mar!”, todas devem pular para o lado do mar. Ao ouvirem “terra!”, pulam para o lado da terra. Quem pular para o lado errado sai.  O último a permanecer sem errar, vence.

  • Kudoda (Zimbábue)

Os jogadores sentam em um círculo. Colocam 20 bolinhas dentro de uma tigela. O primeiro jogador tem uma bolinha e joga para o ar. Ele então tenta retirar quantas bolinhas puder de dentro da tigela antes de pegar a bolinha atirada. Os jogadores se revezam. Quando todas as bolinhas forem recolhidas, a pessoa que estiver com mais bolinhas é o vencedor.

  • Labirinto (Moçambique)

Com uma pedra em uma das mãos, sem que o outro saiba, os jogadores colocam-se de frente um para o outro. Na aresta inicial do labirinto, são colocadas duas pedras diferentes, sendo uma de cada jogador. O jogador que tem a pedra estende as mãos ao colega, tendo este que adivinhar em qual das mãos está. Se conseguir, a sua peça é deslocada em uma aresta do labirinto. Caso contrário, a peça do outro é que será movimentada. Este procedimento se repete até que a pedra de um dos jogadores chegue até a última aresta e ganhe o jogo.

  • Katopi (Uganda)

Todos, menos o líder, sentam-se em uma linha reta ou em um círculo com suas pernas estendidas, e cantam. Enquanto estão cantando, o líder aponta para cada uma das pernas das crianças. Quando a música acaba, o líder está apontando para a perna de uma criança, esta deve dobrar a perna. Quando ambas as pernas de uma criança devem ser dobradas ela está fora. O último a ficar com uma perna estendida, ganha.

  • Gutera Uriziga (Ruanda)

Equipamentos: um grande aro (bambolê, roda de bicicleta, etc) e bastões (cabo de vassoura, bambu, etc). Objetivo: lançar os bastões no aro e acumular mais pontos. Uma criança é escolhida como líder. Todos os jogadores estão ombro a ombro em uma linha reta, segurando suas varas. O líder rola o aro. Os jogadores tentam jogar as varas através do aro em movimento.

Quer conhecer mais brincadeiras? Faça o download gratuito da cartilha “Jogos Infantis Africanos e Afro-brasileiros”.

Resumo

São mais de 25 brincadeiras tradicionais de diversos países da África e de outros continentes. O material foi produzido pelos pesquisadores Daniela Alfaia da Cunha e Cláudio Lopes de Freitas, e você pode baixar gratuitamente.
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