Carregando...

Criança não vota. Mas tem quem vote por ela: conheça a campanha

Mais de 100 crianças com idades de zero a um ano, morrem por dia no Brasil. Como seu candidato combate essa realidade?
Campanha "Criança não vota" iStock/Arte Lunetas
  • Publicado em: 18.09.2018
da Redação

Às vésperas do momento político mais importante deste ano no Brasil, as eleições presidenciais, a Fundação Abrinq lança a campanha Criança não vota. Mas tem quem vote por ela. A proposta da iniciativa é provocar nos eleitores uma reflexão sobre eleições e infância, e sobre o voto consciente a partir dos direitos da criança. Assim, o intuito final é estimular a escolha de seu candidato a partir do que ele defende para a infância e a adolescência.

A campanha integra o projeto Presidente Amigo da Criança, que tem como objetivo firmar um compromisso entre a sociedade e o governo federal, cobrando o futuro presidente da elaboração de políticas públicas focadas na criança e no adolescente. Nas redes sociais, a iniciativa estimula os eleitores a utilizarem a hashtag #VOTEPELACRIANÇA.

Em 2015, o orçamento estimado para a Educação Infantil era de R$ 4,5 bilhões, já em 2018, o investimento previsto foi de R$ 267 milhões

“Na hora de votar, analise as propostas do seu candidato e certifique-se que ele prioriza as crianças e os adolescentes. O voto consciente é importante para todos, principalmente para aqueles que não podem votar”, diz o texto de mobilização da campanha.

Cartaz da campanha Criança Não Vota, da Fundação Abrinq, traz uma ilustração do Senado Federal sobre um fundo azul claro, com lápis de cor coloridos nas pontas e o logo da instituição.
Fundação Abrinq

A Campanha Criança não vota. Mas tem quem vote por ela. surgiu para orientar a sociedade a votar em um candidato que priorize a infância e adolescência e se comprometa a mudar essa realidade.

Indicadores sociais: um panorama na infância no Brasil

A ação também estimula que o brasileiro conheça os indicadores atuais em relação a estes temas, a fim de conhecer quais são as principais demandas e ter condições de cobrar medidas estratégicas dos presidenciáveis.

Realizado também pela Fundação Abrinq, o VI Relatório Um Brasil para as Crianças e os Adolescentes traz um compilado desses indicadores sociais e econômicos. A pesquisa está disponível para consulta online e download gratuito.

As informações do materiais revelam uma realidade preocupante, sustentada por dados como: 116 crianças, de zero a um ano, morrem por dia no Brasil; mais de 9 milhões de crianças, entre zero e três anos, estão fora das creches; a cada 100 mil nascimentos, 58 gestantes morrem; no Brasil, mais de 22 milhões de domicílios não possui sistema de esgoto.

O relatório aponta ainda uma diminuição crescente em políticas públicas focadas na infância e juventude, sobretudo no que diz respeito à saúde e educação. O orçamento da União foi de 15% em 2011, e caiu para 6% em 2016.

Leia também:

Em tempos de guerra eleitoral, quem cuida das crianças?

Resumo

Realizada pela Fundação Abrinq, a campanha "Criança não vota. Mas tem quem vote por ela" pretende sensibilizar o eleitor a votar com foco nas demandas da criança e do adolescente.
Ir para o início
Alguma dica ou sugestão? Encontrou um erro? Clique aqui e compartilhe com a gente!

Tenha Lunetas no seu e-mail ou WhatsApp