‘Amor, o coelho’: paciência à prova e o amor selvagem das mães

Nem sempre podemos controlar os sentimentos. Às vezes, eles podem ser imprevisíveis como as vontades de um coelho…
Divulgação/Arte Lunetas
  • Publicado em: 06.05.2022
da Redação

Onde vive o amor? Pode ser difícil encontrá-lo. Mas, de repente, ele chega de mansinho, vem morar na nossa casa e invade a vida da gente.

No livro “Amor, o coelho”, a atriz, escritora e ilustradora Rita Carelli conta a história de um certo Amor, com letra maiúscula, que foi lhe visitar por um mês (​​Rita abriu as portas da sua casa e da sua vida para abrigar o Amor, o coelho da filha de um amigo seu durante uma viagem de férias). Nesta história, ela nos mostra as formas como o sentimento que dá nome ao coelho – este sim, com minúscula -, se manifesta na maternidade. Quantas vezes a paciência das mães se esgota, da hora que acordam até o momento de dormir – inclusive noite adentro? Ainda assim, o amor está lá. 

A paciência é desafiada não diante da negativa em comer — como muitas crianças, que correm dos “verdinhos” e fazem da hora da refeição uma batalha — mas porque o prato colorido, com cenoura e couve fresquinha, nunca foi suficiente para o Amor. Ele comia tudo e ainda queria mais – valia chinelo, mobília e jornal. 

“Amor, o coelho”, Rita Carelli (Editora Caixote) “Às vezes, o Amor se esconde tão bem escondido que a gente custa a encontrá-lo entre as panelas. Ou no cesto de roupas.” Amor é o nome do coelho protagonista desse livro ilustrado para todas as idades. Ele é um animal, sim. E também é uma pista de como os sentimentos podem ser imprevisíveis e mutáveis, até dentro de uma mesma casa, entre as mesmas pessoas, ao longo de um mesmo dia. Amor é quase selvagem. Tão indomável que, quando estamos prestes a aceitá-lo como uma metáfora do sentimento, topamos com ele bem vivo, no meio da noite, no escuro, de olhos vermelhos arregalados.

Com técnicas e materiais variados — como colagens, carimbo, papel de seda, giz pastel e lápis de carvão — a proposta da autora foi representar nas imagens a fugacidade do Amor. Não é um coelho fofo, mas um bicho quase indomável. Embora tentemos prender ou cercá-lo, ele sempre consegue escapar e age de acordo com suas vontades. Quando a narradora constata que o Amor vive na sua casa, o coelho toma a página toda.

“Os coelhos são um tanto selvagens. A gente se relaciona com eles, mas eles têm seus próprios desejos. Eu achei muito curioso esse coelho chamado Amor, que estava sempre escapando, ao mesmo tempo que estava ali naquela presença e isso ficou na minha memória”, contou a autora no lançamento do livro, em 2021.

No fim das contas, o amor não é assim mesmo? Engole nossa paciência, nos faz rir, às vezes escapa e se esconde tão escondido que parece nem existir. Quando menos esperamos, nos surpreende com olhos arregalados e ocupa todo o espaço com sua presença.

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Resumo

Neste livro ilustrado para todas as idades, embora o amor possa colocar até a paciência à prova, sua presença preenche a nossa casa e nossa vida.
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