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agressividade Istock
  • Publicado em: 03.01.2019

Para pediatra e psicanalista inglês D. W. Winnicott, a agressividade não é sinônimo de violência, mas sim um movimento da criança de voltar-se para fora e agir sobre o ambiente. Ele trouxe, em 1939, esse assunto à tona em seu texto “A agressão e suas raízes”, publicado no livro “Privação e Delinquência”.

Segundo sua obra, quando os bebês são muito pequenos ainda não se percebem como alguém. É como se formassem uma coisa só com seu entorno e com seus cuidadores. Nesse momento da vida, a criança ainda não tem noção de seus movimentos, não os entende como algo seu. Ela se mexe porque isso é prazeroso e, se a partir de seus deslocamentos no espaço e atividades corporais machuca um outro, não é capaz de compreender que fez algo de mau a alguém. Essa fase é chamada por Winnicott de agressividade primitiva ou primária.

O psicanalista afirma que isso só é possível se os adultos de referência da criança forem capazes de identificar a diferença entre seus atos intencionais e não-intencionais, nomeando isso junto dela pouco a pouco. Também é fundamental que, por mais frustrados que estejam com um ato agressivo da criança, sobrevivam emocionalmente e fisicamente a ele. Isso vai mostrando aos pequenos que o ambiente é seguro e que é possível se expressar dentro de alguns limites.

Entenda mais sobre agressividade na infância e o pensamento de Winnicott aqui.

Resumo

O Toda Criança Pode Aprender apresenta o pensamento do psicanalista Winnicott sobre agressividade na infância e como os adultos podem apoiar as crianças neste processo.
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