Uma oportunidade para conhecer histĂłrias de afeto e agradecer o olhar dessas figuras em nossas trajetĂłrias de vida
Estes livros sobre avĂłs e netos expressam a riqueza do encontro entre gerações com textos sensĂveis. Para serem lidos com os avĂłs, para presenteá-los em uma data especial ou mesmo para fazer memĂłria quando eles já se foram.
A literatura infantil já eternizou em personagens muitos avĂłse contou histĂłrias – reais ou imaginárias – sobre essa relação afetiva que costuma se dar entre avĂłs e netos. Essas figuras habitam o nosso imaginário e ocupam um lugar todo especial na vida de muitas crianças, seja qual for o aspecto que marca a presença ou marcou a sua passagem.
Para celebrar essa relação, selecionamos mais de 20 livros que expressam a riqueza do encontro entre gerações e trazem textos sensĂveis, repletos de humor e delicadeza.

“Avô, conta outra vez”, José Jorge Letria e André Letria (Peirópolis) Que avô ou avó não deseja contar aos netos as histórias que permaneceram na memória da sua infância? Que neto não gosta de ouvir aquilo que os avós têm para lhes contar? Este livro celebra os momentos mágicos de partilha de memórias e de comunicação afetuosa entre os mais velhos e os mais novos, todos sem idade na hora de contar e ouvir contar. Para nos lembrar sempre do valor da palavra e da ternura que é capaz de unir gerações.

“A avó amarela”, Júlia Medeiros e Elisa Carreto (ÔZé) Explorando brincadeiras com as cores, este livro narra a história de uma avó em particular. Não é sobre a Avó Azul (embora ela também dormisse sem boca). Ele também não é sobre a sua avó (porque eu nem sei qual é a cor dela). Ele é sobre a minha Avó Amarela (de quem, às vezes, fico roxa de saudade).

“Infinitos”, Leo Cunha e Alexandre Rampazo (Melhoramentos) Esta Ă© a histĂłria de Mari, uma menina que amava os olhos negros, os vestidos coloridos, as histĂłrias de mistĂ©rio que sĂł a avĂł sabia contar. Um dia, descobre uma espĂ©cie de “oito deitado” ou uma “cobra enrolada” tatuada debaixo da cabeleira branca da avĂł. A partir daĂ, a menina passa a “colecionar infinitos”. Ela via o sĂmbolo em todas as formas, em todos os lugares, e fotografava tudo. Ou guardava na mente. Para cada cena, há uma lembrança, um caso, uma histĂłria… de afeto, de saudade e de perda.

“Opa”, Adilson Farias (Prosa Nova) A partir da perspectiva da neta, a histĂłria se desenrola enquanto o avĂ´ conta as aventuras que viveu e explica como funciona cada uma de suas invenções, como a moto a vapor e o carro movido a vela. Opa Ă© um inventor e aventureiro avĂ´ que está sempre com um exuberante chapĂ©u cheio de lâmpadas. A neta sabe que Ă© no chapĂ©u que ele guarda suas ideias e histĂłrias. De repente, enquanto escuta mais uma das histĂłrias, a menina percebe que uma lâmpada se apaga e que seu Opa está se esquecendo das coisas. Aos poucos, mais lâmpadas vĂŁo se apagando, o que irá mudar a relação entre os dois e provocar novas e emocionantes aventuras – um mergulho no universo de convivĂŞncia entre uma criança e seu avĂ´ durante o processo de evolução do mal de Alzheimer.

“As linhas do rosto da Nana”, Simona Ciraolo (FTD) O livro fala sobre a velhice e as histórias de vida com um tom otimista e divertido, associando cada linha no rosto da avó a uma lembrança guardada. Como as marcas contam nossas histórias, conforme essa avó conversa sobre a passagem do tempo com a neta, vai atribuindo um novo significado a cada uma delas.

“VĂł, para de fotografar!”, Ilan Brenman e Guilherme Karsten (Melhoramentos) As mais variadas situações – a apresentação de balĂ©, o passeio ao zoolĂłgico, o mergulho na praia – clicadas pela avĂł coruja sĂŁo sempre intercaladas com a frase de protesto da netinha, que dá tĂtulo ao livro. Inspirado na mĂŁe que adora tirar fotos de todos momentos, o autor resgatou a memĂłria que reclamamos quando elas nĂŁo param de fotografar, mas adoramos ver o resultado depois. Ao se deparar com todos os cliques da fotĂłgrafa compulsiva reunidos em um álbum, ela passa a ver a mania da avĂł com outros olhos. Com afeto e humor, esse livro-álbum fala sobre o encontro de gerações e a importância de criar e guardar memĂłrias. Os pequenos leitores poderĂŁo preencher as molduras desenhadas no final com as fotos dos prĂłprios familiares.

“Agora pode chover”, Celso Sisto e Anna Cunha (Melhoramentos) Em prosa poĂ©tica, essa histĂłria de amor e afeto entre uma neta e seu avĂ´, que transcende a vida, nos propõe uma reflexĂŁo: Ă© possĂvel conversar com alguĂ©m que a gente ama, mas que já foi embora para sempre? Que se mudou para as estrelas, definitivamente? Ao pegar uma libĂ©lula, Tatiana se lembra com saudade do avĂ´ Orlando, nĂŁo com tristeza. Afinal, tinha ficado combinado entre eles: “Quando vocĂŞ sentir a minha falta, olhe para o cĂ©u. Com certeza eu estarei voando perto de vocĂŞ”. O autor nos conduz ao coração de Tatiana com extrema delicadeza e, com ela, descobrimos uma palavra mágica que derruba todas as fronteiras. Compreendemos que pode chover, mas dentro da neta, o avĂ´ sempre será sol.

“VĂł coruja”, Daniel Munduruku, Heloisa Prieto e Daniel Kondo (Companhia das Letrinhas) Era dia de comemoração. Dona Irani promovia uma festa de aniversário na aldeia, com direito a bolo, vela e “parabĂ©ns”, costumes da cidade que seus netos tanto apreciavam. Mas, mesmo com todos os atrativos, a estrela da vez foi a avĂł coruja e as aventuras que narrou – as histĂłrias da velha que mudou de pele, do roubo da noite, do fogo que se espalhou pela Terra, entre outros contos indĂgenas. Assim, Dona Irani entendeu que os segredos da tradição ainda tinham o poder de unir a todos, fossem da cidade, da aldeia ou de qualquer lugar.

“Meus mais velhos”, Padmini e Nina Elias (Leitura e Arte) De maneira despretensiosa, ao apresentar o vovô Carlos e a vovó Margarida da Julia, o livro vem honrar e respeitar as histórias e vidas de nossos afetos, principalmente aqueles que vieram antes, abrindo o caminho para cada um de nós existir. Um livro que celebra os aprendizados, as delicadezas e o amor que há na relação entre as crianças e seus avós.

“Minha valente avó”, Edu, Ana e Andreia Prestes e Marilia Pirillo (Quase Oito) Nesta homenagem Ă Maria Prestes, o olhar amoroso dos netos – os autores Edu, Andreia e Ana Prestes – mostra a descoberta pela neta da coragem da avĂł, que foi uma jovem militante pela liberdade e pelos ideais comunistas. Mesmo tendo enfrentado perigos e afrontado homens mandões, como ela dizia daqueles que serviam Ă ditadura militar no Brasil dos anos 60 e 70, dona Maria sempre se dedicou Ă famĂlia, Ă s plantas e aos animais. No trajeto de volta da escola, a menina descobre o que essa avĂł viveu ao longo dos seus 90 anos, como a fuga do bisavĂ´ ou a necessária mudança de nome para proteger Luiz Carlos Prestes. Os momentos de leveza, em que as duas, olhando pássaros voarem livres e cantando juntas a Marchinha de Moscou, recuperam valores da tradição da famĂlia de Maria.

“Que saudade da minha vó”, MaĂra Oliveira e Renato Cafuzo (OrĂkì Editora) NĂŁo existe museu no mundo como a casa da nossa avĂł, ainda que essa casa seja o Orun e o Aiye inteiros. Porque a nossa avĂł Ă© um mundo. “Na verdade, eu acho que ela Ă© muito mais que um mundo, que uma galáxia, que um universo…”. Inspirado na obra de Mulambö, este livro busca encurtar distâncias entre quem somos (pais, mĂŁes, filhos, netos, consanguĂneos ou de afeto) e nosso fazer artĂstico.

“Catarina e a orquestra do vovĂ´ Batutinha”, Ricardo Petracca e Maurizio Manzo (Orquestra Petrobrás SinfĂ´nica) Catarina Ă© uma criança muito esperta e curiosa. Gosta de brincar no quintal de sua casa com seu cĂŁozinho SansĂŁo. Ela tambĂ©m adora quando sua tia Juju vai visitá-la e tomam cafĂ© juntas. Mas Catarina tem um carinho especial pelo vovĂ´ Batutinha. É com ele que Catarina vai desvendar o mundo da mĂşsica! AlĂ©m de introduzir conceitos sobre mĂşsica e orquestra, extraĂdos do cotidiano de Catarina e Batutinha, o livro traz imagens em QR Code que acionam os sons dos instrumentos musicais.

Esse livro nos apresenta a pureza das lembranças da infância e da relação que se tem com uma avó, nos fazendo viajar pela memória e relembrar cheiros e sensações que nos enchem de felicidade. Além disso, traz uma receita simples de sopa de abóbora.

Mari nunca tem receio de dizer o que está pensando, o que deseja fazer nem o que está sentindo. Sua avó é como ela, e ambas compartilham muitos segredos. Quando a avó adoece e perde a capacidade de se mover e de se expressar, Mari é a única capaz de compreendê-la. É pelos olhos de Mari que o leitor acompanha suas inquietações e seus pensamentos.

Ele nasceu antes dos computadores, celulares e atĂ© da televisĂŁo. Quando menino, ajudava na fazenda e lia histĂłrias de jardins secretos, mágicos e marias-fumaças. Depois, já crescido, foi obrigado a ser soldado, e durante a guerra conheceu a sua esposa, com quem teve filhos, netos e bisnetos. Hoje, o vovĂ´ verde, alĂ©m de velhinho, Ă© um jardineiro apaixonado. E, como anda um pouco esquecido, Ă© nas plantas que guarda as suas histĂłrias mais especiais… Um livro sobre envelhecimento, memĂłria e laços afetivos que unem os familiares.

Para ser compartilhado entre avós e netos, esse livro foi escrito em homenagem a Madeleine, a avó da autora. Além de uma breve biografia da avó dela, a obra traz diferentes propostas de atividades para os pequenos leitores resgatarem a história de suas próprias avós.

Este livro fala de um menino e de sua avó. Fala de se esquecer e de se lembrar, de estar e de partir. Fala de pães e pipas, de sopa de flores e de convite para ir à Lua. Fala também da história de um amor. Um amor tão imenso que é capaz de fazer uma criança desaparecer dentro dele! Não acredita?

MĂşltiplos flashes reflexivos compõem a narrativa de Mari, uma adolescente de 13 anos, deixada com o pai — a quem pouco conhecia —, quando a mĂŁe vai estudar na Itália. Durante os seis meses que fica na cidade do pai, surpreendentes encontros a levam a travar uma aventura sensĂvel, intelectiva e tambĂ©m estĂ©tica com o mundo da arte e da prĂłpria vida. A descoberta de um caderno da avĂł paterna torna-se nĂşcleo de uma de suas mais interessantes vivĂŞncias…

Um livro que trata de um assunto delicado: a morte vista sob um olhar que nos educa para a vida. Um garoto escuta as aventuras do avĂ´ – agora numa cama de hospital -, mas o que o neto nem imagina (e que sĂł os desenhos mostram) Ă© que em todas as situações de perigo havia um anjo zelando por ele. A cada página, a sutileza das ilustrações perpassadas por um humor fino, com a poesia que se infiltra nos assuntos mais espinhosos.

Um casal Ă© apresentado de forma muito delicada e sensĂvel, emprestando um novo olhar para os avĂłs, para os velhos, para a terceira idade. O que importa como os chamamos? O que importa Ă© como vemos os nossos mais velhos.

Tem avĂł que a gente conhece, tem avĂł que a gente nĂŁo chega a conhecer. Tem avĂł de sangue, tem avĂł por adoção. De um jeito ou de outro, nossas avĂłs estĂŁo sempre com a gente: Ă© delas que vem nosso jeito especial ou aquele ditado que ninguĂ©m da famĂlia esquece. Neste livro, há uma divertida e poĂ©tica homenagem a todos os tipos de avĂłs!

Vovó prepara o café da manhã na casa na praia, como de costume. Ela gosta da rotina da manhã: levantar cedo, fazer o suco, escolher as frutas e a geleia, ver os ovos fritando e arrumar bem a mesa. Mas nunca está sozinha: seres inusitados, que vão de uma sereia a um mergulhador, de piratas a um leão-marinho de chapéu, a acompanham em cada uma dessas atividades, enchendo seu cotidiano de fantasia e graça.

Coitado do vovĂ´. Ele plantava umas verduras e uns legumes enormes e já tinha recebido todos os prĂŞmios da Feira do Verde. Mas entĂŁo, como vingança, os concorrentes lhe deram a muda de um tomateiro-gigante, que deu um tomate descomunal, que atraiu uma lagarta inacreditavelmente grande… Bem, a polĂcia teve de entrar no caso, mas o “avĂ´-problema” atĂ© que nĂŁo se saiu mal.

“O guarda-chuva do vovô”, Carolina Moreyra e Odilon Moraes (DCL) O vovĂ´ era misterioso, um avĂ´ que “nunca saĂa do quarto”. Esse fato intrigava a neta, porque pairava um silĂŞncio em torno do assunto. Assim sĂŁo as nuances da relação entre esse avĂ´, que está muito doente e morre, e sua neta. O elo que vai ligá-los sempre Ă© a memĂłria afetiva, especialmente nos dias chuvosos, quando a garota pode usar o guarda-chuva que o avĂ´, deixou de herança para ela.

A vovĂł de Fini mudou; sua adorada independĂŞncia ficou no passado: ela nĂŁo consegue mais fazer as coisas sozinha. Por isso, se mudou para a casa da neta. Mas se adaptar Ă nova rotina nĂŁo está sendo fácil para ninguĂ©m na famĂlia… AtĂ© que Agatha Ă© contratada para ajudar. E todos entendem que mesmo um pouco diferente da antiga, a nova vovĂł tambĂ©m precisa de respeito. Solidariedade, paciĂŞncia e dedicação sĂŁo costurados com lirismo nesta comovente histĂłria sobre envelhecimento, famĂlia e amizade.

“Meu avĂ´ era uma cerejeira”, Angela Nanetti (WMF Martins Fontes) “Quando eu tinha quatro anos, tinha quatro avĂłs, dois avĂłs na cidade e dois avĂłs no campo…”Assim, Toninho começa a contar suas lembranças de infância. A figura central dessa histĂłria Ă© o avĂ´ extraordinário que mora no campo. Ele sobe nas árvores como ninguĂ©m, tem a companhia de uma gansa e adora a cerejeira Feliz. Um dia, a prefeitura decide derrubar a cerejeira para construir uma estrada. Toninho e o avĂ´ fazem de tudo para protegĂŞ-la. Mas o velhinho já está muito cansado… Será que Toninho vai conseguir salvar Feliz?
* As descrições sobre cada livro foram elaboradas a partir de material disponibilizado pelas próprias editoras. A Taba contribuiu com a seleção de alguns livros desta lista.
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