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O brincar dos bebês iStock
  • Publicado em: 31.01.2019

Aqui no Lunetas, quando o assunto é primeira infância, frequentemente falamos sobre como os bebês experimentam o mundo de forma sensorial, utilizando os cinco sentidos. Por isso, propiciar neste período da vida da criança uma multiplicidade de materiais e objetos que favoreçam esse aprendizado é fundamental. Porém, há uma linha tênue entre facilitar a descoberta do mundo e superestimular os bebês.

Pensando em ampliar o olhar sobre essa questão, nosso parceiro Toda criança pode aprender publicou um texto abordando o assunto a partir da oferta – muitas vezes, excessiva – de brinquedos que a sociedade de consumo impõe. Como os brinquedos industrializados afetam o aprendizado dos bebês? E quando eles são a única opção proporcionada pelos adultos?

“Há vários ganhos interessantes quando oferecemos aos pequenos a oportunidade de construir os próprios brinquedos”

É possível oportunizar a brincadeira autoral dos bebês de diversas maneiras, seja complementando a brincadeira ou imaginando uma forma de se divertir e explorar a partir do que encontram à sua volta.

Não por acaso, é comum que, ao oferecer ao bebê um brinquedo estruturado e pronto, ele prefira brincar com a caixa de papelão ou com o papel onde ele foi embrulhado? Compreender por que isso acontece passa por entender a comunicação corporal, visual e sensitiva dos bebês como uma linguagem. Experimentar o som, a textura, o cheiro e os demais elementos de um objeto novo é estimulante para o desenvolvimento dos bebês.

iStock/Arte Lunetas

Objetos aleatórios do dia a dia, como baldes, colheres ou pedaços de tecido, podem ser mais estimulantes para o brincar dos bebês.

“Nesses momentos, eles desenvolvem a criatividade, alimentam a imaginação, encontram soluções para desafios que aparecem na brincadeira, experienciam o contato com diferentes materiais, aprendem a valorizar aquilo que fazem e a lidar com as frustrações quando não atingem o objetivo que queriam, além de aprenderem a brincar sem necessidade de consumir um produto novo”, afirma a publicação.

“Talvez estejamos muito preocupados em oferecer às crianças brinquedos caros, cheios de estímulos, esquecendo de que o mais importante não é o objeto e sim o processo criativo envolvido na brincadeira”

Para visualizar melhor como isso tudo acontece na prática, uma boa pedida é o vídeo da americana Esther Anderson, mãe de três meninas. No registro, ela aparece brincando com as filhas e apresentando a elas objetos aleatórios, como um molho de chaves ou uma garrafa de plástico, e brinquedos industrializados, como ursos de pelúcia e bonecas.

A partir dessa simples gravação, é possível inferir variadas coisas sobre o brincar dos bebês e de como ele se relaciona mais naturalmente com as opções não estruturadas, que deixam mais espaço para o livre criar e imaginar.

Além disso, o vídeo chama a atenção para a habilidade de pesquisa e observação desse período do desenvolvimento, em que as crianças frequentemente ficam mais atraídas pelo modo como as coisas funcionam, no sentido de descobrir sons e texturas, por exemplo. Assista:

Baby Toys Vs. Random Things

Three kids in and we have this theory about babies and baby toys… so for fun we tested it out on Aubrie the other day and I think it's safe to say we were right 😂

Posted by Story of This Life on Tuesday, October 23, 2018

Para ler a publicação do Toda criança pode aprender na íntegra, clique aqui.

Resumo

Quando o assunto é o brincar dos bebês, é possível oferecer experiências estimulantes sem recorrer a brinquedos caros e cheios de estímulos. Afinal, a brincadeira autoral é a que mais desenvolve a criatividade.
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