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É tudo família: 14 livros para falar de diversidade familiar

Diversidade familiar: foto de uma família com duas mães e dois filhos. Todos estão numa sala em que há um sofá branco.

Falar com as crianças sobre diversidade familiar, e o quanto cada tipo de família é único e especial, nem sempre é uma tarefa fácil. Nesta hora, a literatura pode ajudar muito, principalmente se o livro escolhido tiver recursos de texto e imagem que chamem a atenção e despertem o interesse dos pequenos.

Pensando nisso, Daisy Carias, do blog A Cigarra e a Formiga, e o Lunetas trazem títulos perfeitos para quem quer apresentar aos filhos os conceitos de diversidade e aceitação, a partir de histórias que privilegiam toda a diversidade familiar que pode existir.

A diversidade familiar na literatura

“O grande e maravilhoso livro das famílias”, Ros Asquith e Mary Hoffman (SM)

Este livro informativo mostra com muito didatismo os tipos de família que existem: grandes, pequenas, de dois membros, homoafetivas etc. Também apresenta os costumes, onde vivem e o que fazem essas diferentes famílias.

“Drufs”, Eva Furnari (Moderna)

A autora Eva Furnari é unanimidade entre as crianças e sempre inventa histórias divertidas. Neste livro, conhecemos a resposta de alunos a um desafio da professora Rubi, que pediu à turma fotos e curiosidades de sua família. A graça é que os personagens são ilustrados em dedos da mão e têm perfis engraçados, como ninjas ou docinhos. Cada família é diferente: tem família com duas mães, família que perdeu o pai, entre outras especificidades.

“Mãe não é uma só, eu tenho duas!”, Nanda Mateus e Raphaela Comisso (Saíra Editorial)

Malu é uma criança animada, que tem uma família que cuida dela com amor, carinho e muitos sorrisos. Em sua casa, existem duas mamães, Dora e Lara, mas esse não é o único tipo de família que existe. Ao longo da história, a menina de cinco anos descobre mais sobre a diversidade, o amor e o respeito.

“Uma família é uma família é uma família”, Gilda de Aquino e Sara O’leary (Brinque-Book)

O livro começa com uma atividade em sala de aula. Ali, a professora questiona as crianças sobre o que faz cada uma de suas famílias ser especial. Um dos alunos diz que suas duas mães adoram cantar, mas cantam muito mal; outro conta que tem muitas avós. À medida que dividem esses fatos, percebem que cada família é única.

“Olívia tem dois papais”, Márcia Leite e Taline Schubach (Companhia das Letrinhas)

Este livro tem uma protagonista muito esperta e curiosa. Ela tem dois pais: Raul e Luís, com quem realiza atividades diferentes. No entanto, é uma garota como as outras, com uma família como as outras, e o melhor: é muito feliz.

“É tudo família”, Alexandra Maxeiner e Anke Kuhl (L&PM Editores)

A capa deste livro já deixa clara a teia de relações que compõe uma família. Além de apresentar tipos de família e as histórias de cada membro, a obra apresenta o papel de madrastas e padrastos, fala das famílias adotivas e de violência doméstica.

“Meus dois pais”, Walcyr Carrasco (Ática)

A obra conta a história de Nando, que passa por uma separação dos pais e começa a morar apenas com a mãe. Após um tempo, seu pai começa a dividir apartamento com Celso, a princípio um amigo. Por uma promoção no trabalho, sua mãe precisa mudar de cidade e, então, Nando começa a viver com o pai e Celso. A partir dessa convivência, o garoto entende mais sobre a sua família e, mesmo com as diferenças, compreende como o amor é o elo mais importante entre eles.

“Minhas duas avós”, Ana Teixeira (Jandaíra)

Avós na história e na vida real, Ana e Paula são duas mulheres bastante diferentes, mas que vivem juntas na Casa das Formigas. No livro, com ilustrações e fotos das duas matriarcas, a autora Ana Teixeira ressalta como cada uma tem suas peculiaridades. Mesmo com essas particularidades, todos nós também cultivamos semelhanças entre si.

“Três mocinhas elegantes”, Cristina Villaça (Zit Editora)

Cuca é uma menina esperta, mas não entendia por que os vizinhos cochichavam quando passava na rua com suas mães. Seu Chiquinho e dona Sinhá eram os únicos que gostavam de sua família. Contudo, um dia ocorreu um fato que fez toda a vizinhança olhar a família de Cuca com mais simpatia e respeito.

“Minha família é uma festa”, Fernando Baptista (Saíra Editorial)

O livro narra a história de Pedrinho, que tem quatro anos, e foi adotado pelo casal Bruno e Henrique. Em uma festa, o garoto tem a oportunidade de apresentar a família aos seus amigos. Ao mostrar a diversidade familiar, Fernando Baptista abre o diálogo sobre essa temática com os leitores.

“Olhe para mim”, Ed Franck e Kris Nauwelaerts (Pulo do Gato)

Kitoko foi adotado. Sua nova mãe está grávida e ele se pergunta se continuará a ser amado depois que sua irmãzinha nascer. Enquanto espera pela mãe, Kitoko adormece e sonha com a África, continente onde nasceu. Em sonhos, reencontra a irmã biológica, e relembra tudo o que aconteceu com sua primeira família… agora o futuro o espera, terá uma nova irmã a quem irá amar e construir.

“O gato malhado e a andorinha sinhá”, Jorge Amado (Companhia das Letrinhas)

Para os fãs do grande romancista baiano Jorge Amado, uma oportunidade imperdível de aproximar seus filhos da obra de Jorge Amado.  Os habituados ao estilo denso e exótico que caracteriza obras como Gabriela, Cravo e Canela, ou à violência social de um Capitães da Areia, vão se impressionar com a versatilidade que Amado demonstra, ao dominar com esperteza e perícia, a leveza e a oralidade características da prosa infanto-juvenil. Os pequenos vão vibrar com o humor inteligente e bem articulado, e talvez se demorar nas sutilezas com que o escritor descreve o pôr do sol, ou os descaminhos do difamado Gato Malhado e da louquinha Andorinha Sinhá nas cores já tão bem cantadas da Bahia.

“Lá em casa somos…”, Isabel Minhós Martins e Madalena Matoso (SESI-SP)

O livro apresenta de modo pouco convencional uma família que poderia ser a de qualquer um: leitor tem acesso ao incrível mundo das quantidades que compõem as características físicas dos 6 integrantes da família – contando-se o cão de estimação. Se você nunca parou para pensar na soma dos metros de intestino de todos os seus familiares juntos, esse livro vai te surpreender com essas e outras informações pra lá de curiosas! O modo como os números são revelados vincula-se diretamente à rotina da família: no banho de sol na varanda, pode-se contar a quantidade e a variedade de mamilos; já a quantidade de meias jogadas nos cantos ao final do dia permite descobrir não apenas a quantidade de pés, patas e pernas, mas também a insuficiência de “mãos para apanhar tantos destroços!

“Meu amigo Jim”, Kitty Crowther (Cosac & Naify)

O que pode acontecer quando dois pássaros machos, de cores diferentes se encontram e descobrem que gostam de ficar juntos? Primeiro, um grande estranhamento dos pássaros iguais. Depois, o desafio de mostrar que é possível experimentar o amor de diferentes formas e que, quando isso acontece, todos ganham. É essa a história que Kitty Crowther narra com delicadeza e sinceridade, convidando os leitores a conhecer um pouco da vida de Jack e Jim, do encontro entre os dois e do sentimento bonito que nasce entre eles.

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