6 animações sobre autismo para assistir com as crianças

Compreender a diversidade dentro do espectro autista é fundamental para abandonar estigmas e acolher as diferenças
Disney-Pixar/arte Lunetas
  • Publicado em: 09.08.2021
da Redação

Quando falamos em autismo, nossa mente pode se encher de retratos caricatos, que nem sempre condizem com a realidade: já pensou que a ideia que você tem sobre essa condição pode estar marcada por estigmas e preconceitos? É por isso que serem educadas sobre os pilares da diversidade faz com que as crianças desenvolvam empatia e reconheçam e acolham as diferenças. 

O autismo pode se dar de muitas formas, manifestando-se de modos distintos em cada pessoa. Em virtude desse universo de possibilidades, a Organização Mundial da Saúde cunhou o termo TEA – Transtorno do Espectro Autista. Sociabilidade, aprendizagem, atenção e humor: diferentemente do que a sociedade considera padrão, não há um “normal” neurológico a que todos devem corresponder, mas variações múltiplas. 

Retratar essa condição complexa exige um olhar amplo e sensível. O Lunetas separou seis filmes sobre o autismo para ver com as crianças e aprender desde cedo que não apenas as pessoas são diferentes, mas que o mundo também é sentido de modo diferente.

Filmes sobre autismo para ver com as crianças! Dá o play!

1.Float

O curta “Float” (Flutuando), da Pixar, lançado em 2019, conta a história de um pequeno garoto que foge dos padrões e chama bastante a atenção dos adultos da vizinhança. São apenas seis minutos de animação que fazem o coração bater mais forte, ao retratar a relação de um pai com seu filho, que, diferentemente de outras crianças, flutua. 

O pai tenta proteger o pequeno de julgamentos e frustrações, escondendo sua condição, mas acaba percebendo, enfim, a mágica da diversidade. Apesar de não tratar diretamente do autismo, a história é inspirada na experiência pessoal do diretor filipino Bobby Rubio com seu filho Alex, diagnosticado dentro do espectro autista.

2. Auts

“Auts” é uma série animada de 26 episódios, veiculada pela TVE, rede de televisão estatal da Bahia. Produzida com financiamento público, trata-se de uma plataforma transmídia, com uma série de programas de animação infantil, site e aplicativo. Na produção, o idealizador do projeto, Renato Barreto, também inspira-se em sua experiência com o filho Arthur, autista, que dubla Auts, o protagonista da série, de 6 anos. Os outros personagens – o cachorro, e os amigos Ana, 7, e Davi, 8 – são narrados, respectivamente, pelo próprio diretor, por Fernanda, mãe de Arthur, e pelo irmão. Juntos, eles aprendem a se comunicar, apesar de suas diferenças, e lidar com as situações do cotidiano, ajudando outras famílias a se reconhecerem nesta história. 

 3. Loop

Assim como “Float”, “Loop” é uma produção que integra o projeto SparkShorts, em que a Pixar convida artistas a compartilharem histórias pessoais, que abordem a diversidade. Em Loop, dirigido e escrito por Erica Milsom, Renee é uma garota de 13 anos que não se comunica verbalmente, mas se depara com Marcus, um menino tagarela. Os dois vivem a experiência de atravessar um lago em uma canoa, aprendendo a se comunicar e se conectar por meio da percepção sensorial. Agarrada ao lema “Nada sobre nós sem nós”, a documentarista contou com o auxílio da organização Autistic Self Advocacy Network, para auxiliá-la na produção das características não verbais que personificam Renee. 

4. Coisas Fantásticas Acontecem

O curta de animação “Amazing Things Happen” (Coisas Fantásticas Acontecem), ganhador e finalista de vários prêmios de cinema e animação, trata sobre autismo e neurodiversidade. Isso porque ele nos convida a enxergar os pontos de vista de pessoas com autismo e ajuda a compreender o TEA de modo divertido e explicativo: assim como nossas preferências, emoções e aparências, as formas como vemos o mundo também é diferente, pois cada cérebro funciona de uma maneira particular. Criada por Alex Amelines, a animação foi lançada em abril de 2017 e distribuída gratuitamente, em um período de conscientização mundial sobre o autismo.


5. Pablo

Inspirada em experiências de jovens autistas, Pablo é uma animação produzida pela BBC de Londres, em que todos os personagens são autistas. No Brasil, a série foi exibida pela Net Geo Kids e também está disponível na Netflix, em episódios de 11 minutos. Cada um deles trata de uma situação desafiadora do cotidiano de Pablo, como uma ida ao supermercado, uma festa de aniversário ou quando ele fica preso no elevador. Em uma mistura de live action e animações, sua história tem intervenção dos seus próprios desenhos, que ganham vida e ajudam a lidar com cada momento de ansiedade. Tanto no original, quanto em sua versão brasileira, o desenho é dublado por pessoas que estão no espectro autista. 

6. Vila Sésamo

Julia, uma menina de 4 anos, nasceu em abril de 2017, nos Estados Unidos, onde a nossa conhecida “Vila Sésamo” é chamada de Sesame Street. No início da amizade, ao chamar Julia para brincar, a personagem Abby fica triste ao pensar que a garota não gosta dela. Mas Elmo explica que Julia age de modo diferente às vezes, pois é autista e sugere que a muppet tente outra abordagem, com menos palavras e mais paciência. Aos poucos, os três se tornam amigos. 

A personagem foi desenhada por Jeanette Betancourt, vice-presidente sênior de impacto social da Seme Workshop, uma organização sem fins lucrativos por trás da Sesame Street. O trabalho contou com a ajuda de pais, mães, médicos e associações dedicadas ao TEA para ampliar a compreensão e diminuir o estigma sobre o transtorno.  

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Resumo

Tentar entender o mundo aos olhos das pessoas autistas pode ajudar muito a compreender essa condição: será que nossos sentidos comunicam sobre as pessoas e o ambiente ao redor da mesma forma? O Lunetas recorreu a personagens autistas e animações sobre TEA para ver e apr
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