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Romance ‘A coisa brutamontes’ fala sobre morte com as crianças

O livro reforça a importância de desconstruir os tabus em torno de temas delicados
A coisa brutamontes Reprodução/A coisa brutamontes
  • Publicado em: 29.01.2019
  • Atualização: 14.02.2019
da Redação

Como falar sobre morte com as crianças? Antes disso, por que tocar nesse assunto com os pequenos? Reafirmando o potencial da literatura de contribuir com a formação plena da criança, o livro “A coisa brutamontes” (editora Cepe), escrito por Renata Penzani (repórter do Lunetas), e ilustrado por Renato Alarcão, trabalha o tema com a naturalidade do ponto de vista da criança. Como o personagem percebe a morte na infância? Como ele vê os adultos que fogem do assunto?

Ao oferecer aos leitores uma história que já começa pela perspectiva da morte, o título aposta na capacidade das crianças de elaborar metáforas e alegorias a partir da fantasia.

“A coisa brutamontes” conta a história de Cícero, um menino de 11 anos que se vê obrigado a lidar com sentimentos desconhecidos. Sem saber o que é o amor, ele pensa estar apaixonado por uma senhora octogenária que vive perto da sua casa, Dona Maria. Seus pais, colegas e amigos não entendem nada. E nem ele. Mas é a partir da relação de improvável identificação e afeto entre os dois que surge a oportunidade de aprender sobre o tempo das coisas e também das pessoas.

A linguagem mistura elementos do imaginário e da realidade, e não faz concessões ao nomear os sentimentos difíceis, como o luto e a tristeza. O livro chama a atenção para a possibilidade que os adultos têm de, a partir da arte, desconstruir tabus na educação dos filhos. A partir dos literatura, por exemplo, é possível mediar assuntos desconfortáveis com as crianças, a partir do uso de histórias que ofereçam referências positivas, que não sobrecarreguem e nem subestimem a percepção dos pequenos sobre o que acontece no mundo.

Reprodução/A coisa brutamontes

A obra foi finalista do Prêmio Barco a Vapor em 2016, e venceu o Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Juvenil de 2017.

“O dia seguinte das coisas difíceis nasce sempre apertado, como se o nosso corpo acumulasse uma em cima da outra as sensações do dia anterior e ficasse por isso mais pesado”, diz um trecho do livro

“Coisas brutamontes podem ter o misterioso olhar de um rinoceronte, a delicadeza uma mão sobre a outra ou o aroma fresco do manjericão. A coisa brutamontes  que se colocou diante de Cícero tinha um nome: Maria. Com ela, o menino descobriu que às vezes os sentimentos são montanhas, e que todo mundo tem seu tempo de funcionar, assim como as coisas, a vida e o amor. Renata Penzani traz na escrita a sua força brutamontes.  O leitor se  vê, a todo momento, surpreendido e arrebatado por sua inusitada prosa poética”, escreve a escritora Márcia Leite – editora da Pulo do Gato – que assina o texto da contracapa do livro.

Lançamento

O livro será lançado no dia 2 de fevereiro (sábado), às 15h, na Livraria NoveSete, na Vila Mariana, zona sul da cidade de São Paulo. O evento contará com a presença da autora Renata Penzani, da escritora e educadora Márcia Leite,  de Daniela Padilha, editora da Jujuba, e da ilustradora e mestre em crítica literária Aline Abreu.

A mediação será da jornalista especializada em literatura para a infância Cristiane Rogerio. Elas conversarão sobre os assuntos difíceis na criação literária: “Os pode-não-podes na literatura infantojuvenil: os temas tabus nos livros para crianças”. Clique aqui para confirmar sua presença no evento, convidar amigos e saber mais.

Onde comprar?

“A coisa brutamontes” está à venda em algumas livrarias online e lojas físicas de São Paulo e Rio de Janeiro, como Livraria NoveSete, Martins Fontes e Livraria da Travessa.

No site Movimento Literário, também é possível adquirir o livro online. E e-book para Kindle está disponível na Amazon.

Quem estiver no Nordeste, pode comprar diretamente pelo site da Cepe, na loja da Cepe do Museu Cais do Sertão, na Livraria Jaqueira (Recife), Livraria Imperatriz (Recife), entre outras.

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Resumo

A linguagem do livro mistura elementos do imaginário e da realidade, e não faz concessões ao nomear os sentimentos difíceis, como o luto e a tristeza.
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