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Sambas-enredo inspirados na literatura infantil dançam na avenida

Na foto, ilustração de um menino no sertão. Ele utiliza trajes do personagem "pequeno príncipe", na cor verde e branca, possui pele escura e segura uma adaga.

Mesmo fora de época, fantasias e confetes foram tirados do armário para celebrar o carnaval tradicional de São Paulo e do Rio de Janeiro, que aconteceu entre 20 e 24 de abril. Orixás, entidades, tecnologia e homenagens a personalidades brasileiras famosas como Adoniran Barbosa e Martinho da Vila embalaram os desfiles das escolas de samba em 2022.

Além destes temas, a literatura infantil inspirou os sambas-enredo de três escolas de São Paulo. De “O pequeno príncipe no sertão”“, da Tom Maior; “O alimento da alma é o dom do conhecimento”, da Dom Bosco; e “Carolina: a Cinderela negra do Canindé”, da Colorado do Brás, em homenagem à Carolina Maria de Jesus, o samba aproximou a magia da infância e da literatura dedicada às crianças dos foliões e da cultura popular brasileira.

Para Dianne Melo, coordenadora de engajamento social e leitura, o carnaval tem a capacidade de “estimular a imaginação e a fantasia por meio de histórias e personagens, assim como a literatura para as crianças exerce um papel fundamental na construção de significado, comenta, em nota. O uso da imaginação e da criatividade para lidar com sentimentos e emoções ganha uma nova roupagem no carnaval, quando diversas linguagens artísticas se unem para fazer o show na avenida.

Relembre outros carnavais

Histórias da literatura infantil e seus respectivos autores não são novidade na avenida: o primeiro registro é de 1970, com o samba-enredo “Meu pé de laranja lima”, da Mocidade Independente do Rio de Janeiro. Entre os escritores que ganharam homenagens ao longo dos anos, tem os sambas-enredo “Com Mauricio de Sousa, a Unidos do Peruche abre-alas, abre-livros, abre-mentes e faz sonhar (Unidos do Peruche/SP), em 2007; “Ziraldo: páginas da vida de um maluco genial” (Tradição/RJ), em 2012; e “Jorge, amado Jorge” (Imperatriz Leopoldinense/RJ), também em 2012.

Dos contos, fábulas e narrativas voltadas às crianças, algumas que tiveram suas palavras adaptadas em desfiles na avenida são: “João e Maria” (Imperatriz Leopoldinense/RJ), em 2008; “Em uma viagem de sonhos, Zé Carioca leva as crianças do Brinco da Marquesa para Disney” (Brinco da Marquesa/SP), em 2009; “A Imperador reluz esperança com… Don Quixote De la Mancha” (Imperador do Ipiranga/SP), em 2016; e “O Brasil de La Mancha” (Mocidade Independente/RJ), em 2016.

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