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Por uma nova paternidade: conheça 10 perfis de pais no Instagram

Afinal, o que é faz um pai ser pai? Projetos que falam sobre afeto e responsabilidade e propõem novos caminhos de paternidade
Paternidade iStock/Arte Lunetas
  • Publicado em: 09.08.2019
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No Brasil impera o modelo de uma masculinidade que não coloca os homens no papel cuidador responsável. Prova maior disso, são os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2013: mais de 5,5 milhões de crianças brasileiras matriculadas no sistema educacional do país não têm o nome do pai em suas certidões de nascimento.

Diante destes números, como construir, então, um imaginário de paternidade mais afetiva e cuidadosa?

Aqui, acreditamos que o caminho envolve avanços na legislação brasileira (como a licença paternidade) e novas narrativas sobre pais e filhos. Por isso, preparamos, esta lista de perfis no Instagram para seguir, se inspirar e começar a pensar novos modelos de paternidade.

Confira!

Pai de João, Irene, Teresa e Joaquim. Escritor, publicitário e fotógrafo, Pedro Fonseca usa o Instragram para compartilhar fotos do dia-a-dia com os filhos e compartilhar pensamentos sobre a infância.

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Um filho pós-Facebook. Não havia parado para pensar nisso. Olha que geração maravilhosa está chegando. Uma turma que não deseja o protagonismo solitário. Não cria abrigos ou alavancas emocionais constituídas pela quantidade de likes, shares, comments ou tagging [em melhor português possível: não se atenta ao fato de que alguém disse que gostou do que escreveu/postou, não se envaidece porque pessoas passaram essa sua mensagem adiante, não acha importante que um ou outro tenham dito que aquele post era lindo ou genial, nem mesmo sentiu-se melhor pelo fato de alguém marcar um parente no post]. Vem aí a geração que vai superar a falácia do engajamento, a fantasia não duradoura da auto-importância digital ou da tentativa de transformar em cultura o que é simplesmente negócio. O eu dá espaço ao nós – good bye, singularity; welcome, plurality. Um filho pós-Facebook, me parece, fará reconhecimentos faciais instantâneos, reconhecerá a voz dos que ama, trocará emojis por alegrias, raivas, angústias, negações, chamamentos internos. Vai desligar a rede social para ligar uma nova maneira de se relacionar digitalmente. Taxonomia das relações. Vai olhar para a natureza de cada um, a natureza das coisas, a natureza das suas íntimas emoções. Vai aprimorar a escuta, elaborar, para só depois responder. Olha o ato falho: eu ia escrever que seria uma geração como Indígenas 2.0, uma tribo que não se conecta, mas que cria novos pactos sociais onde o bem-comum é o bem maior. Que barbaridade e ignorância, a minha – penso comigo mesmo ao ler que escrevi Indígenas 2.0. Repenso e reescrevo: serão a retomada da nossa ancestralidade, onde verdadeiramente vivem as inovações. Elas e eles serão os não-millenials – com seus problemas urbanos, brancos e rasos. [pausa político-contemporânea: serão a antítese da deputábata, que pensa que coragem é apoiar um projeto que prejudica, principalmente, mulheres pobres negras da periferia e dos interiores do Brasil. O nome disso é covardia instrumentalizada]. Serão coadjuvantes coletivos de uma tribo maior, nova raça que desconheceremos e estranharemos, mas que, entre si, irão se reconhecer, se valorizar, se acolher e expandir o mundo para que caibam.

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Josimar Silveira, o Jones, produz conteúdo para o canal Família Quilombo com sua esposa. Além de falar sobre a rotina de uma família preta, também compartilha sobre as transformações da paternidade e da paternidade negra.

 

  • Papai Supimpa  – Felipe

Tirinhas diárias com situações comuns na vida de um pai de primeira viagem. A ideia é usar o humor para deixar  árdua atividade que é a paternidade um pouco mais leve.

Podcast semanal para troca de informações, opiniões e experiências sobre criação de filhos. A cada semana, os hosts Rodrigo e Marcelo recebem convidados diversos para falar sobre educação, diversão, sociedade, cultura com descontração e muita reflexão.

Diário Ilustrado Paternidade – Rodrigo Bueno

O ilustrador Rodrigo Bueno registra momentos cotidianos com suas filhas Margarida e Iolanda (Magá&Ioiô) através de desenhos e reflexões diárias.

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Repost especial em homenagem a Semana Mundial do Aleitamento Materno 2019. "Era assim que ela jantava. Algumas vezes foi assim. Enquanto dava mamá eu dava comida na boca. Parece mordomia mas não era. Nem sei o que era. Um romantismo mamífero, sem adornos e adereços. Nada de "meu bemzinho, meu chuchuzinho". Era sim, chuchu de verdade, cozido, misturado com feijão, ovo, farinha de mandioca e o que mais tivesse na geladeira pra fazer um mexidão nutritivo. Tinha um bocado de carinho nessa mistura. Tinha amor. Amor de fato, se tornando muito mais complexo e enraizado. Era ela e eram elas. Uma vez exagerei no sal. Não muito, o suficiente pra arriscar. Fui alimentar a fera considerei a possibilidade dela jogar a cumbuca na parede e pedir outro copo d'água. Então ela disse sem que eu perguntasse: "tá uma delícia". Ela realmente estava fora do juízo, sorte minha. Mas não tão louca pra brincar de aviãozinho. Se fizesse isso com certeza alguma coisa ia voar pelo quarto".

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Papai & Papia – Angelo e André

Dois pais e dois filhos mostrando como são uma família comum como qualquer outra. Angelo e André compartilham o dia dia de uma casa com duas crianças.

 

Pai do Dante, Gael e da Maya. Thiago Queiroz. Thiago produz textos, vídeos e podcasts sobre criação com apego, disciplina positiva e parentalidade consciente.

Pai do Pedroca – Diego Viñas

Diego Viñas conta como é ser pai de primeira viagem e cuidar de uma criança pequena. Tem situações cotidianas, dicas de passeios, textos inspiradores e humor.

Pai do Pedro – Júlio Tiezerini

Júlio é jornalista e pai solo. Ele escreve sobre situações que vive todo pai de primeira viagem.

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Essa foto é muito significativa pra mim. E hoje é um dia especial para publicar ela novamente. Porque somos exemplo, somos o espelho. Se formos pessoas boas, é um ótimo começo para eles serem também. Se tivermos um coração bom, eles também terão. Se tratarmos os outros com respeito, educação e carinho, assim eles farão. Porque criança vê, criança copia. É como diz aquele ditado: "Palavras ensinam. O exemplo arrasta". Hoje não é dia só para comemorar. É dia de agradecer por ter a oportunidade de ser uma pessoa melhor a cada dia. Minha vida só passou a ter sentido quando esse pequeno chegou. Que venham muitos outros dias para a gente estar juntos, como pai e filho, como amigos. Feliz Dia dos Pais!!!!

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Tiago Koch é pai da Iara e, por meio de estudos e vivências reflete sobre o que é ser homem e pai hoje em dia.

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"A ficha ainda não caiu". . Conectar-se com a gestação é um desafio para muitos homens. Refletindo sobre isso, enxergo que o fato de não sentirmos as grandes transformações físicas, emociais e psicológicas da mulher, a comum falta de referências paternas positivas,uma cultura machista que nos distancia da capacidade de sermos empáticos mais a falta de conhecimentos sobre esse universo que é gestação sejam uns dos principais gatilhos para essa desconexão. Nesse sentido, trago uma pesquisa que vi no IG do @drglauciusnascimento, e que traz um importante motivo da importância em ocuparmos nosso lugar durante a gestação de forma positiva e com entrega, que é o BEM-ESTAR DA GESTANTE, e consequentemente o do bebê. 📝Giurgescu e Templin (2015) escreveram um artigo, " Envolvimento do pai e bem-estar psicológico das mulheres grávidas." que examinou as relações entre pai e o envolvimento do bebê durante a gravidez, sintomas depressivos e bem-estar psicológico em mulheres afro-americanas. . ➡ Metodologia: ✔Uma amostra de 95 mulheres afro-americanas grávidas que receberam cuidados pré-natais em um centro médico em Chicago completou os instrumentos de autorrelato sobre o envolvimento do pai do bebê, sintomas depressivos e bem-estar psicológico duas vezes durante a gravidez; uma vez entre 15-25 e outra vez entre 25-37 semanas. . ➡ Resultados: ✔80% das mulheres relataram que o pai do bebê estava envolvido durante a gravidez ✔28% das mulheres apresentaram sintomas depressivos clinicamente relevantes na primeira coleta de dados e 25% das mulheres apresentaram sintomas depressivos clinicamente relevantes na segunda coleta de dados ✔Em comparação com as mulheres que relataram nenhum envolvimento do pai durante a gravidez, as mulheres que relataram o envolvimento do pai durante a gravidez apresentaram níveis mais baixos de sintomas depressivos e níveis mais altos de bem-estar psicológico. . Por mais que fique a ideia que tudo favorece esse distanciamento, é possível FAZER diferente, é possível SENTIR diferente, mas para isso é importante SER diferente. Conte comigo. 📷 @iluminarpartos #HomemPaterno #HomememDesconstrução #Paternidade

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Resumo

Aqui no Lunetas estamos sempre tentando reforçar a ideia de que é possível a construção possível uma paternidade baseada em cuidado e afeto. Confira a lista e inspire-se!
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